domingo, 9 de julho de 2017

CRUZEIRO VENCE SEM ATROPELOS

Por: Dr. Julio - 09/07/2017 - 19:51
CRU
Improvisado como lateral direito, Lucas Romero fez uma grande partida e foi eleito como o melhor em campo pela equipe da Itatiaia. De repente o técnico Mano Menezes descobriu a solução para o setor. Como melhor em campo gostei mais do Thiago Neves, que além do gol, participou intensamente da partida. Alisson foi outro gigante. Ao contrário do Rafael Sóbis, que mais uma vez se mostrou desligado.
Cruzeiro e Palmeiras fizeram uma boa partida e a vitória azul foi sem atropelos, apesar do susto quando o time paulista diminuiu o placar para 2 a 1. A partir daí Mano mandou o time jogar nos contra ataques e assim, chegou ao terceiro gol, com Elber, já nos descontos. De risco da zona de rebaixamento, caso perdesse, à chegada ao sexto lugar na classificação. Quarta-feira outra parada difícil, em Curitiba contra o Atlético-PR.

sábado, 8 de julho de 2017

MAX MARCA, TOMBENSE TRIUNFA DIANTE DO MACAÉ

Por: Dr. Julio - 08 de Julho de 2017 - 20:05 - 
A lesão na clavícula tirou Max por mais de um mês da equipe titular do Tombense. Porém, neste sábado, ele recebeu uma nova oportunidade no time principal e não decepcionou. O centroavante novamente foi decisivo e marcou o gol da vitória por 2 a 1 diante do Macaé, no Almeidão, em Tombos, pela Série C do Brasileiro. Wellington Carvalho abriu o marcador para o time de Tombos, e Raphael Costa empatou para o Macaé, no primeiro tempo. Aos 27 da segunda etapa, Max decretou o triunfo.
Com o resultado, o Tombense chega a 13 pontos, na terceira posição. O Macaé fica com 10, na sétima colocação. Na próxima rodada, o Macaé recebe o Volta Redonda, sábado, às 15h, no Cláudio Moacyr. No domingo, o Tombense vai a Juiz de Fora para encarar o Tupi-MG, às 11h, no Mário Helênio.
Tombense venceu Macaé no Almeidão (Foto: Bruno Ribeiro)Tombense venceu Macaé no Almeidão (Foto: Bruno Ribeiro)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

EMBALADO, MACAÉ TENTA A TERCEIRA VITORIA EM TOMBOS

Por: Dr. Julio - 07 de Julho de 2017 - 21:19

Neste sábado, o Macaé vai até Minas Gerais para encarar o Tombense. Após vencer duas partidas seguidas dentro de casa e deixar a zona de rebaixamento, o Alvianil Praiano busca agora conquistar os seus três primeiros pontos longe de seus domínios. De acordo com o volante Rodrigo Dantas, as vitórias sobre Joinville e Mogi Mirim, ambas por 1 a 0, permitem que o time sonhe com voos mais altos na Série C do Brasileiro.

 As duas vitórias em casa foram importantes para nossa equipe. Hoje, os times veem o Macaé diferente. O grupo está embolado, estamos a três pontos do líder mas ao mesmo tempo um ponto da zona de rebaixamento. Pensamos jogo a jogo, com os pés no chão e com humildade, assim podemos fazer um bom campeonato.

O Macaé volta a campo neste sábado pela última rodada do primeiro turno da Série C. O Alvianil Praiano vai até Tombos, em Minas Gerais, para encarar o Tombense, às 16h.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O INESQUECÍVEL JOÃO SALDANHA

Por: Dr. Julio - 05 de julho de 2017 - 21:43
SALDANHA
Hoje ele estaria completando um século de vida.Todas as homenagens que têm saído na mídia a essa grande figura, são muito justas. 
Em 1990 deu um jeito de escapar do hospital em que estava internado no Rio e foi para a Itália comentar a Copa do Mundo, que terminou no dia oito de julho, com a vitória da Alemanha sobre a Argentina por um a zero. No dia 12 de julho, ainda em Roma, os graves problemas pulmonares, em função do cigarro, levaram o João.
A edição brasileira do jornal espanhol El País, fez uma bela homenagem a ele, escrita pelo colega mineiro Breiller Pires. Confira:
* “Os 100 anos de João Saldanha, o técnico que atormentou a ditadura militar”
Jornalista e treinador, foi demitido da seleção às vésperas da Copa por não aceitar interferência do regime em sua escalação. Pela coragem, ficou eternamente marcado como “João Sem-Medo”
João Alves Jobim Saldanha nasceu em Alegrete, no dia 3 de julho de 1917. O guri gaúcho que chegava ao Rio de Janeiro na adolescência era um apaixonado por futebol. Entretanto, ao contrário da maioria dos boleiros de sua geração, não se enclausurava na bolha das quatro linhas. Culto, politizado e combativo, tornaria-se não somente um esforçado jogador que passou pelas categorias de base do Botafogo e, mais tarde, se tornaria técnico da seleção brasileira, mas também um ferrenho militante do Partido Comunista Brasileiro, opositor do regime militar no país. A curta carreira nos gramados fez com que Saldanha logo partisse para outro ramo em que pudesse se dedicar a sua paixão. Virou jornalista. Rapidamente se consolidou como um dos principais analistas de futebol do Brasil. Enxergava tão bem o jogo que muita gente começou a questionar se ele não seria mais competente que boa parte dos técnicos que criticava com propriedade. Tanto que o Botafogo levou a história a sério e o contratou como treinador em 1957. Mesmo inexperiente na função, estreou com a conquista do Campeonato Carioca e ficou no cargo por dois anos.
Voltou ao jornalismo ostentando a mesma acidez nos comentários. Tinha posições firmes e, por vezes, intransigentes, como o preconceito com jogadores cabeludos e black powers. Entendia que a cabeleira atrapalhava a visão do atleta e amortecia a bola na hora do cabeceio. De qualquer forma, se consolidava a cada dia como a maior autoridade no esporte nacional. Nenhuma voz era tão respeitada quanto a sua no que dizia respeito à seleção brasileira, sobretudo depois do estrondoso fiasco na Copa do Mundo de 1966.
Em fevereiro de 1969, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual CBF, surpreendeu ao anunciar Saldanha como o novo técnico da seleção. Alinhada ao regime militar por meio da Comissão de Desportos do Exército, a CBD, e ciente da forte militância de esquerda do jornalista, resolveu apostar em seu nome na tentativa de sufocar a forte crítica da imprensa que recaia sobre o escrete nacional. Com o discurso de montar um “time de feras”, ele aceitou o convite e convocou os melhores jogadores do país em atividade. Sob seu comando, craques como Pelé, Tostão, Gerson e Dirceu Lopes empilharam uma sequência de seis vitórias em seis jogos nas Eliminatórias e carimbaram o passaporte do Brasil para a Copa, resgatando o orgulho dos torcedores pela seleção.
Apesar do sucesso e da popularidade como treinador, Saldanha não deixou de atacar a ditadura, principalmente após a ascensão do general Emílio Garrastazu Médici ao poder. O regime militar endureceu a repressão a integrantes do Partido Comunista. No fim de 1969, o assassinato de Carlos Marighella, um amigo de longa data, despertou de vez a ira do treinador da seleção. Ele montou um dossiê, em que citava mais de 3.000 presos políticos e centenas de mortos e torturados pela ditadura brasileira, e o distribuiu a autoridades internacionais em sua passagem pelo México na ocasião do sorteio dos grupos da Copa, em janeiro de 1970.
Desde então, o governo de Médici iniciaria um esforço velado nos bastidores para derrubar João Saldanha do cargo. Em março, o treinador foi questionado por um repórter sobre o pedido do general, que, assim como ele, era gaúcho e gremista, para convocar o atacante Dario, o Dadá Maravilha, do Atlético Mineiro. Saldanha não pestanejou: “Ele [Médici] escala o ministério, eu convoco a seleção”. Duas semanas depois de sua resposta atrevida, foi demitido da seleção e deu lugar a Zagallo, que, em poucos meses, conduziria “as feras do Saldanha” ao tricampeonato mundial. Contou com o auxílio de Cláudio Coutinho, um capitão do Exército que, ainda na década de 70, também se tornaria técnico da seleção.
Dadá Maravilha foi convocado por Zagallo, mas não disputou nenhuma partida na Copa. Mais tarde, confidenciou que João Havelange, então presidente da CBD, teria admitido que despediu Saldanha por imposição de Médici. “O regime não admitia a possibilidade de um líder oposicionista tão expressivo como o Saldanha voltar do México consagrado e venerado pelo povo”, conta o jornalista Carlos Ferreira Vilarinho, autor do livro “Quem derrubou João Saldanha”. Em uma entrevista ao programa Roda Vida, em 1985, o próprio Saldanha resumiu o desenrolar de sua queda diante das pressões do governo. “Considero Médici o maior assassino da história do Brasil. Ele nunca tinha visto o Dario jogar. Aquilo foi uma imposição só para forçar a barra. Recusei um convite para jantar com ele em Porto Alegre. Pô, o cara matou amigos meus. Tenho um nome a zelar. Não poderia compactuar com um ser desses”.
Passada a euforia pelo tri, Saldanha manteve seu tom crítico e a intensa atividade política, que ajudaria a derrubar o regime militar 15 anos depois. Também manteve o vício no cigarro. Morreu durante a cobertura da Copa de 1990, na Itália, aos 73 anos. Em 1988, uma das últimas vezes em que voltou a tocar na ferida que o incomodava, escreveu sobre sua demissão com a altivez de sempre: “A pressão foi ficando insuportável. Por gente da própria CBD e da ditadura. Era difícil tolerar um cara com longa trajetória no Partido Comunista Brasileiro ganhando força, debaixo da bochecha deles”. Sem filtros, sem freio. Assim vivia o João Sem-Medo.

domingo, 2 de julho de 2017

O GOL DO CAZARES MUDOU A HISTORIA DO CLÁSSICO

Por: Dr. Julio - 02 de Julho de 2017 - 22:07
FRED
Além do gol, ele foi o grande responsável pela reação do Atlético. Antes de ele bater a falta me lembrei do saudosíssimo Elias Kalil, que defendia a tese de que o Atlético sempre tinha que ter no time um bom cobrador de faltas, porque num lance desses pode estar a vitória ou uma derrota a ser evitada. Aos 45 o equatoriano empatou, inflamou a torcida e dois minutos depois Fred virou o jogo.
Sábio Elias! Tanto que, em determinado momento, pôs no Galo os dois melhores cobradores de falta em atividade no mundo na época: Nelinho e Éder. Tive o privilégio de ver isso, e melhor ainda, ser o setorista da Rádio Capital, no dia a dia do clube.
Até esta falta o Cruzeiro mandou no jogo. Thiago Neves abriu o placar depois de ótima criação do Álisson e outras oportunidade surgiram para que a Raposa ampliasse. O meio do Galo inexistiu; os atacantes padeciam de bolas pra levar algum perigo ao gol do Fábio e o quadro era o pior possível para o time, que perdera o Capitão Leonardo Silva, aos três minutos, em seu 299º jogo com a camisa alvinegra.
O árbitro gaúcho Daronco não apitou pênalti quando Elias chutou e a bola bateu claramente no braço do Diogo Barbosa. A maioria dos apitadores penaliza em lances semelhantes. Ele não; pelo menos neste jogo. Essa ordem de “interpretação” da FIFA é uma margem de manobra que ela ainda tem para manobrar alguma partida de interesse dela mundo afora. Absurdo dos absurdos: o jogador não tem intenção, mas se a bola pega no braço ou mão, é pênalti!
O segundo tempo foi equilibrado, morno, com o Cruzeiro tentando empatar, mas tendo pela frente um Atlético totalmente diferente de antes. Seguro e articulado. O terceiro gol nasceu de mais uma genialidade do Cazares. O danado faz lembrar, em certos momentos, o Ronaldinho Gaúcho, que não olha pra bola ao tentar driblar. Consegue olhar o marcador e o companheiro melhor colocado ao mesmo tempo. E nessa, achou o Fred, de novo, que finalmente deu o ar da graça contra o Cruzeiro.
As luzes do Independência se apagaram e muita gente se lembrou de 2013, quando aconteceu a mesma coisa no jogo do Galo contra o Newll’s Old Boys, pela Libertadores. As luzes voltaram, Guilherme fez o segundo gol e o título veio na sequência. Até hoje não entendo o motivo de alguém dizer que foi uma estratégia extracampo do Atlético.
Igual nestes 3 a 1. O que teria o sumiço das luzes com a sequência e o resultado do jogo?

BOTAFOGO-SP EMPATA SEM GOLS COM TOMBENSE

Por: Dr. Julio - 02 de Julho de 2017 - 21:31
O Botafogo-SP entrou em campo defendendo um aproveitamento de 100% e uma defesa invicta diante do seu torcedor na Série C do Brasileirão. Mas dos dois, só conseguiu manter um. Diante de uma forte marcação do Tombense no Estádio Santa Cruz na tarde deste domingo, a Pantera parou na solidez do adversário e ficou no empate sem gols. Bom também para os visitantes que, na parte de baixo da tabela, seguem a apenas três pontos do líder.
Com o resultado, a Pantera vai a 13 pontos e se isola na liderança do Grupo B. O time mineiro é oitavo, com 10 pontos. Na próxima rodada, o Tombense recebe o Macaé, sábado, às 16h, em Tombos. No domingo, às 15h, o Bota visita o Ypiranga-RS, em Erechim.
Correria, marcação, mas nada de gol em Ribeirão Preto (Foto: Rogério Moroti / Agência Botafogo)

sábado, 1 de julho de 2017

GALO X RAPOSA

Por: Dr. Julio - 01 de Julho de 2017 - 20:21
camcru
* “Tira-teima no clássico: retrospecto mostra empate entre Atlético e Cruzeiro no Brasileirão”
Apesar de os dois times estarem brigando no meio da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, um clássico entre Atlético e Cruzeiro, mesmo que no início de uma competição por pontos corridos, vale sempre muito mais que os três pontos.
O que os dois rivais vão disputar domingo, às 16h, no Independência, pela 11ª rodada da Série A, tem ainda um ingrediente a mais. Será o 65º confronto entre atleticanos e cruzeirenses pelo Brasileirão, considerando-se a unificação promovida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 2010.
E em meio século de história, pois o primeiro clássico foi disputado em 5 de março de 1967, pela extinta Taça de Prata, e terminou com goleada cruzeirense por 4 a 0, cada clube ganhou 22 partidas. Foram registrados ainda 20 empates.
Domingo, quem sair com os três pontos, além de poder se aproximar do G-6, passará a ter a hegemonia nos clássicos pelo Campeonato Brasileiro.
Hegemonias
CLASSICOS2
Cada formato do Campeonato Brasileiro tem o domínio de um dos dois rivais. E quem levou vantagem na primeira parte da história do clássico pela principal competição nacional, entre 1967 e 2002, foi o Atlético, num período dominado pelos empates, que foram 16 em 38 partidas. O Galo venceu 14 confrontos e o Cruzeiro ganhou oito.
A partir da Era dos Pontos Corridos, os empates passaram a ser raridade no clássico mineiro. Em 26 confrontos, apenas quatro terminaram empatados. Nos outros 22, foram 14 vitórias cruzeirenses e oito atleticanas.
O jogo que pode valer a hegemonia do confronto terá em campo dois especialistas, um de cada lado. Fábio é o jogador que mais disputou clássicos pelo Brasileirão, com 18 participações a partir de 2005, quando chegou à Toca da Raposa.
Capitão atleticano, Leonardo Silva completa neste domingo seu 12º jogo contra o Cruzeiro pelo Brasileirão, desde 2011, e se iguala ao lateral-esquerdo Paulo Roberto Prestes e ao atacante Marques, jogadores que mais defenderam o Galo no confronto.
Público
Um aspecto que impressiona é a queda da média de público do clássico, no Brasileirão, com o passar do tempo. E nesta década, quase quatro vezes menos torcedores vão ao confronto, numa comparação com os números registrados na década de 1960.
Os primeiros cinco clássicos pelo Brasileirão, disputados entre 1967 e 1970, tiveram média de mais de 87 mil pagantes por partida.
Os 14 clássicos disputados a partir de 2010, num período em que o Mineirão esteve fechado para reformas por causa das Copas das Confederações e do Mundo, e o Atlético passou a usar o Estádio Independência, a média de público do confronto caiu para pouco mais de 24 mil pagantes por jogo.
Os mais de 3,2 milhões de torcedores que assistiram aos 64 clássicos dão ao confronto uma média de 50.471 pagantes por partida.
CLASSICOS
Para o clássico de domingo, foram disponibilizados 22.261 ingressos. Se o jogo tiver menos de 19.779 torcedores, a média de público do confronto, pelo Campeonato Brasileiro, será inferior a 50 mil pagantes pela primeira vez numa história de meio século.