quarta-feira, 21 de novembro de 2018

ROBERTINHO, O TREINADOR DE GOLEIROS

Por: Dr. Julio - 21/11/2018 - 18:16 
A história do Robertinho é muito parecida com a de milhões de brasileiros: queria ser jogador de futebol na infância e tentou enquanto deu. Quando sentiu que não daria tratou de pensar em outra ocupação, mas dentro do futebol. Bateu em várias portas e agarrou as oportunidades que obteve. Com força de vontade, humildade e muita criatividade conseguiu ocupar o seu espaço e hoje é um das referência entre os preparadores de goleiros do futebol brasileiro graças aos métodos diferentes, que ele mesmo desenvolveu.
Robertinho concedeu ótima entrevista ao Henrique André, do Hoje em Dia, que vale a pena ler:
“Das ligações a cobrar para Itair ao trabalho-referência no país: a trajetória de Robertinho”
Henrique André
hcarmo@hojeemdia.com.br
O menino de Coronel Fabriciano, cidade do Vale do Aço, que sonhava em ser goleiro profissional desde a infância, tornou-se referência no Brasil, mesmo sem a camisa 1. Das noites em que se deitava às 19h e ficava até às 22h sonhando com as entrevistas à imprensa e com todo o glamour do mundo da bola ao árduo trabalho como um dos principais treinadores do país, Roberto Barbosa dos Santos, o Robertinho, encarou vários desafios.
Responsável por cuidar dos goleiros da Raposa desde 2010, o treinador de 45 anos recebeu de braços abertos o vice-presidente Itair Machado e fez o papel de revelar suas qualidades para quem não o conhecia quando chegou ao clube. Tudo por gratidão.
Nesta entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, Robertinho conta como iniciou a vida no futebol, relembra das ligações à cobrar para Itair, quando, pelo telefone público, pedia emprego no Ipatinga, fala da experiência com Bruno no Flamengo, diz como é a convivência e os desafios com Fábio, Rafael e demais goleiros do Cruzeiro, e muito mais.
Como começou a sua relação com o futebol?
Eu desde sempre gostei de futebol e sempre como goleiro. Nas peladas eu era sempre o primeiro a ser escolhido; era o melhor e o único que queria ir no gol era eu. Com 12 anos, já jogava bola no meio do adulto. Menino do interior, muito pobre, família bem humilde. Eu tinha um vizinho e, com 13 anos, ele marcou um teste aqui no Cruzeiro. Estava indo até bem, estava treinando e quebrei o dedo. Chegou um goleiro de Ubá, de 1,92m, e eu tinha um metro e meio. Acabei dispensado por causa do tamanho. Fui para o Santa Tereza, onde joguei o campeonato de infantil. No ano seguinte fui para o América, onde joguei o campeonato de juvenil. Fizemos um jogo no Rio de Janeiro e uma pessoa do Bangú me convidou. Peguei minha mala, sem avisar ninguém, e fui pra lá. Joguei por um tempo no Rio, até no profissional. O Palmieri, que foi goleiro lá, me levou para o Botafogo de Ribeirão Preto. Depois recebi um convite para jogar no nordeste e acabei aceitando; para mim, um grande erro da minha carreira, porque deixei um grande centro que é São Paulo e ir para o interior de Alagoas. Fiquei por lá, casei, tive filhos e, como atleta, as condições eram ruins. Com salários atrasados, resolvi não seguir mais a carreira, por causa da responsabilidade com a família. Passou um tempo, eu estava na minha fabriquinha de camisas e escutei na rádio que a comissão do Asa, de Arapiraca, tinha toda ido embora. Resolvi pedir emprego, mesmo contra a vontade da minha mulher, e fui. Bati na porta, sem ninguém me conhecer, aí o Chiquinho, o técnico, me deu uma oportunidade. Foi na época que o Asa tirou o Palmeiras da Copa do Brasil. Eu ganhava 400 reais por mês e nunca recebi um salário integral. Assim foi o início da minha carreira, com muito sofrimento, mas eu acreditava na força do trabalho e no potencial que eu tinha, embora muito jovem. Sabia que com o tempo as coisas iam melhorar pra mim.
Como você chegou ao Ipatinga?
Eu estava na Catuense-BA, e o Ipatinga estava numa fase muito boa, disputando a Série C do Brasileiro e o Estadual. Descobri o telefone do Itair Machado e ligava para ele à cobrar, lá da Bahia, porque não tinha celular e nem nada. Usava o orelhão. E não é que ele me atendia? Lembro disso com muito carinho. Lá no passado, mesmo sem me conhecer, ele não virou as costas pra mim. Ele dizia para eu ir ligando que, assim que surgisse uma oportunidade, ele me dava uma chance. Cansei de lá, peguei minhas coisas e fui para Ipatinga. Chegando, vi o time parado. Acabou que o Itair e o Amarildo me contrataram e fui treinar os goleiros. No ano seguinte (2005) ganhamos o Campeonato Mineiro, que foi um privilégio.
E a ida para o Flamengo, como foi?
Eu estava na casa da minha mãe cozinhando um macarrão, porque sou metido a cozinheiro, todo mundo esperando, e o telefone tocou. Naquela época eu já tinha celular (risos). Era o Ney Franco me falando para arrumar as malas que na manhã seguinte a gente ia para o Rio de Janeiro. Naquele dia, nem meus cachorrinhos comeram o macarrão. Ficou muito ruim! (risos) Fiquei muito ansioso, errei a mão, o tempero, e ninguém comeu. Não tinha condição de comer. Foi uma alegria muito grande e eu queria saber se era verdade mesmo. Fui numa Lan House e vi no Globoesporte.com que de fato o Ney tinha acertado com o Flamengo. Fiquei muito feliz porque era um grande sonho. Encarei com muita personalidade, mesmo com 32 anos. Ali vi que aquele era realmente era o meu caminho.
No Flamengo os goleiros já te olhavam com respeito, ou havia certa desconfiança?
Sofremos muito com isso. Toda comissão técnica. Éramos olhados com certo receio, uma certa desconfiança; o Ney menos por ser o chefe. A gente da comissão técnica às vezes era questionado por coisas absurdas. Mas foi muito pouco.
E a ida do Bruno, como se deu?
O Ney me falou que a gente precisava contratar um goleiro e me perguntou o que eu achava do Bruno. Eu falei que era pra contratar logo pois era um excelente goleiro. Ele estava encostado no Corinthians e estava sendo negociado com o São Caetano. Ele chegou, assumiu a camisa 1. Subi o Paulo Victor e o Marcelo Lomba também, que eram meninos da base.
O Bruno chegou pronto ou precisou ser lapidado?
O Bruno sempre foi bom, mas como todos sabem, não é nada fácil treiná-lo e lidar com ele, apesar de ter sido sempre muito respeito comigo e muito dedicado. Ele precisava de um comandante porque, se não pegasse no pé e cobrasse, ele não treinava. Fomos trabalhando, ganhamos campeonatos, ele se destacando, principalmente nas cobranças de pênaltis, e em 2009 ele foi uma peça fundamental no time que foi campeão brasileiro.
No prêmio de melhor do Brasileirão de 2009, Bruno acabou perdendo a disputa para o Victor, hoje no Atlético. A reação foi de perplexidade. Você viu aquela cena de perto?
Fomos juntos naquele dia para receber aquele prêmio. A gente esperava que ele ganhasse, por tudo que fez. Não foi escolhido, ficou decepcionado e foi embora. Falei para ele que era normal, que era uma escolha e que, para nós flamenguistas, ele era o melhor.
Você que o incentivou a bater faltas e pênaltis?
Sim. O Bruno queria e tinha o dom. Eu o ajudei no que podia. Primeiro eu treinava para ele agarrar, como sempre fez, e depois, sempre que a gente podia, treinávamos as cobranças de falta. Eu queria inventar alguma coisa para auxiliá-lo nas cobranças. Eu mesmo fui lá, comprei dois pneus de moto, encapei os pneus com couro e pendurei os dois, um em cada ângulo da trave. Igual o “Gol Show” do Sílvio Santos (risos). O pessoal falava que eu era meio maluco.
Foi no Flamengo que você começou a inventar os seus métodos e instrumentos de trabalho?
Lá eu tinha uma condição inferior a que o Cruzeiro me dá hoje. Tive que adaptar muita coisa e fiz. Não tinha vergonha e sempre com o apoio do Ney. Inventei muita coisa. Prova disso é que, quando saí do Flamengo, tive que encostar um caminhãozinho e ele saiu cheio de equipamentos. Tudo que você imaginar.
Como foi a chegada ao Cruzeiro, há oito anos?
Vim contratado pelo Cruzeiro e não pela comissão técnica do Cuca, em 2010.
E o primeiro contato com o Fábio?
Eu o achava um excelente goleiro e sempre falei isso com ele. Mas eu achava que se eu o treinasse ele seria melhor. Falei para ele que eu estava realizando um sonho de trabalhar no Cruzeiro e de principalmente de treiná-lo. Acreditava que ele podia se destacar mais no Brasil e não só isso; que poderia ser o melhor goleiro do mundo. Não queria que fosse apenas o melhor goleiro do Campeonato Mineiro.
Apesar de ter vindo do Flamengo, foi complicado convencer Fábio e os outros goleiros da sua metodologia?
Treinar um goleiro da bagagem do Fábio não era fácil. Principalmente ele. É um cara que não é só inteligente para defender. Ele é uma pessoa inteligente em todos os aspectos. É acima da média. No início, eu tinha que fazer o treinamento e dar uma explicação e dizer para que servia. Sempre tive muito apoio dele, desde sempre.
E o Rafael? Foi uma joia bruta que você lapidou?
Tive a sorte de conhecê-lo. Sempre gostei e sempre o admirei. Desde as categorias de base, eu sempre via no Rafael um goleiro de verdade. Um goleiro técnico, arrojado, com a cara do Cruzeiro mesmo. Ele é um goleiro elegante, de boa estatura e que enche o gol. É um cara tranquilo e ponderado. Sempre tenta resolver as coisas na base do diálogo e do treinamento; nada de força, de passar do ponto. Foi muito bem criado.
Pelo menos no Cruzeiro, aquela história de que goleiro tem que ser meio doido cai por terra, né?
Nunca concordei com isso. Acho que o goleiro tem que ser corajoso e ter uma tomada de decisão correta. Goleiro doido demais faz bobagem demais o tempo todo e fazer o que não deve. Uma hora se dá mal. Prefiro orientar meus goleiros a terem uma posição mais conservadora.
Goleiro hoje é obrigado a sair jogando com os pés?
No passado não. Tanto é que era proibido atrasar a bola para o goleiro. Era para o zagueiro dar o chutão. Hoje, o goleiro é o 12º jogador e é melhor treinado. Não só defende, como consegue colocar o time para jogar, tendo uma boa leitura de jogo. Contudo, ainda estamos longe do ideal.
Neuer é o pioneiro disso no mundo? É o melhor da posição para você?
Não. Acho o Neuer um goleiro muito espalhafatoso, que aos meus olhos não é o melhor do mundo. Não sou maluco de dizer que não é um excelente goleiro, mas eu vejo outros melhores que ele. Para mim, o número 1 é o Oblak, do Atlético de Madrid. Cito também Buffon, Van Der Sa e Peter Cech como exemplos de ótimos goleiros. No Brasil, como não posso puxar sardinha para o lado do Fábio, vejo como o melhor de todos os tempos o Rogério Ceni, o mais completo. Dida também está entre os meus preferidos.
Fábio vai chegar ao milésimo jogo pelo Cruzeiro?
Eu gostaria, mas acho que ele precisa de três temporadas para isso. Chegar a dois, três anos eu não sei. Temos que avaliar. Não dá para fazer uma previsão assim, por mais que eu, o Fábio e o clube respeitemos esta questão da idade. Se ele joga até hoje em alto nível, é justamente por respeitar a idade. O treinamento para ele é diferenciado. Ele tem todo um tratamento especial, principalmente do Roberto. Ele vai esticar a carreira por muito tempo, principalmente se mantiver esta performance; o Fábio atravessa o talvez o melhor momento da carreira.
E o que falar dos outros?
Temos o Rafael pronto para substituir o Fábio, o Lucas França que está emprestado para um time de Portugal e que não abriremos mão de forma alguma, além do Gabriel Brazão e do Vitor Eudes. Fatalmente estes serão os futuros goleiros do Cruzeiro.
O Cruzeiro já pensou em emprestar o Rafael em algum momento?
Já recebemos muitas propostas pelo Rafael e eu fui a primeira pessoa a vetar. Ele é o nosso goleiro e não podemos abrir mão disso. Nós não fazemos goleiros para os outros. Fazemos pra nós. Não fazemos goleiro para vender ou para negociar ou emprestar. Não adianta cobrir um santo e descobrir o outro, como diz o ditado. Hoje a gente fecha os olhos se o Fábio tiver um imprevisto. Ele já tem mais de 100 jogos pelo Cruzeiro e está pronto.

Por que o Fábio não figura nas listas da Seleção Brasileira?
Eu acho que ele realmente merecia ter ido em alguns momentos, mas não foi escolhido. Acho que hoje também poderia ser convocado, mesmo com uma idade difícil para disputar uma Copa do Mundo.

Você se considera o melhor do país atualmente? 
Acho que nós temos muitos bons profissionais por aí. Mas hoje eu sinto que todos os clubes que o Cruzeiro enfrenta, sem exceção, todos os treinadores de goleiros vêm falar comigo, comentando que acompanham meus treinamentos. Pedem meus materiais, pedem as medidas… Eu, sinceramente, não me vejo como o melhor, mas estou me tornando uma referência. Eu elevei o nível do treinamento de goleiros. Tirei da mesmice. Não me acomodo nunca. Preciso que o Fábio conserte algumas coisas que eu vejo que ele precisa melhorar, mesmo encerrando a carreira. O Rafael também. Um pouquinho que você descuida, você perde a condição física, a qualidade técnica, e o resultado vem no jogo.
Seleção é um sonho? 
Gostaria um dia de trabalhar na seleção, mas entendo que meu trabalho mesmo é desenvolvido no clube. Acho que o treinador da seleção não treina muito e só consegue dar orientações. Se o Fábio fosse convocado, o responsável pela performance seria ele. Ele vai para lá preparado. Seria uma coisa marcante, mas nunca sofri porque não fui.

PROEZAS DO AMÉRICA

Por: Dr. Julio - 21/11/2018 - 18:12 -
Com o golaço do Matheuzinho o América venceu o Santos pela segunda vez neste Brasileiro. No turno ganhou na Vila Belmiro na estreia do Adilson Batista.  Foto do Mourão Panda/América.
A ciranda do futebol costuma apresentar situações incríveis. O Coelho ganhou as duas do time paulista, mas conseguiu a proeza de perder as duas para o Paraná, pior time do campeonato. Que em compensação empatou com o Palmeiras hoje, dando ainda esperanças ao Flamengo que ganhou do Sport em Recife por 1 a 0.
Por isso é que estava certo o Givanildo depois da derrota para o Inter em Porto Alegre: “Tem nada que desanimar, pois no futebol tudo é possível”.
Agora o Coelho vai a São Paulo enfrentar o Palmeiras. Se o Paraná tirou pontos do time do Felipão, os comandados do Givanildo também podem.

sábado, 20 de outubro de 2018

GOLEIRO DA PORTUGUESA FECHADO COM A URT

Por: Dr.Julio - 20 de Outubro de 2018 - 14:03

URT anunciou a contratação do goleiro Arthur, que defendeu a Portuguesa Carioca e que enfrentou o Trovão Azul em quatro oportunidades, pelo Campeonato Brasileiro da Série D de 2017. Além do goleiro Arthur, o vice de futebol Celeste, Juliano Rocha, anunciou o zagueiro Victor Salinas e o volante Diogo Orlando, que estiveram no clube na atual temporada.
O zagueiro Victor Salinas foi apresentado, durante o evento de lançamento do programa Sócio-Torcedor, no Restaurante Maria Fumaça, nas dependências do Estádio “Zama Maciel”, velho conhecido da equipe Mineira. O jogador foi eleito o melhor do interior, no Campeonato Mineiro 2018.
Arthur
O goleiro Arthur enfrentou a URT na Série D de 2017, em quatro oportunidades. Na primeira fase da competição, Portuguesa e URT se enfrentaram no Estádio “Moça Bonita”, do Bangu, no Rio de Janeiro, vitória da Lusa por 3×0. No jogo de volta no “Mangueirão”, houve empate em 0x0.
As duas equipes se classificaram para a segunda fase, a Portuguesa em primeiro e a URT em segundo. O primeiro jogo aconteceu no “Zama Maciel” e o Trovão Azul triunfou vencendo por 1×0. No Rio de Janeiro, a Celeste arrancou um empate em 1×1, no Estádio “Luso Brasileiro”, na Ilha do Governador”, classificando-se para a terceira fase. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O TEMPO PASSA

Por: Dr. Julio - 05/10/2018 - 13:36
Seja na política partidária ou nas entidades de classe e esportivas, com raras e honrosas exceções. Enquanto os maiores clubes do país vivem de pires na mão, lutando por dinheiro, e os pequenos morrem à míngua, federações e CBF continuam nadando em dinheiro. E gastam do jeito que os seus “donos” querem. Veja essa nota na coluna do Lauro Jardim, em O Globo:
* “CBF compra Mercedes para atender presidente eleito”
Um dos benefícios a que o presidente da CBF tem direito é andar numa Mercedes Benz Classe E da entidade. O coronel Nunes, portanto, tem o seu à disposição.  Só que agora a CBF comprou outra Mercedes Benz.
É para que o presidente eleito, Rogério Caboclo, também possa se locomover com o mesmo conforto pelo Rio de Janeiro.

CLUBES SE ARTICULAM PARA MUDAR FORMULA DE DISPUTA DA SERIE C


Por: Dr. Julio - 05/10/2018 - 13:07

A divulgação do calendário do futebol brasileiro para 2019 não mudou a posição dos clubes em relação à Série C de 2019. Há um consenso entre eles - especialmente os do Norte-Nordeste - que a fórmula em vigor desde 2013 precisa mudar. Alguns clubes chegaram a encampar um movimento para a adoção dos pontos corridos, como já acontece nas séries A e B.
Mas no fim, nada feito. Com o calendário divulgado nesta quarta-feira, a CBF deixa claro que pretende manter o atual regulamento, com dois grupos de dez times, e mais as fases de quartas de final, semifinal e final. Prevaleceu o fator econômico. Serão 24 rodadas, contra 38 caso o sistema de pontos corridos vingasse.


Os times, no entanto, não desistiram. Liderados pelo Náutico, o bloco nordestino vai se reunir nesta quinta-feira em Maceió para discutir melhor o assunto. Além de Edno Melo, presidente do Timbu, estarão presentes os dirigentes de Santa Cruz, ABC, Confiança e Botafogo-PB.

- Nada está definido, até porque ainda não houve um conselho arbitral da Série C. E a gente entende que são os clubes que decidem a fórmula de disputa. (Edno Melo, presidente do Náutico)
- O calendário divulgado pela CBF é apenas um esboço e ainda pode mudar. Já houve um avanço, já que agora a Série C só termina em outubro. Mas é preciso discutir ainda mais a fórmula para atender todos os clubes - completou Edno.
Ele se refere, entre outras coisas, ao fato da primeira fase acabar no dia 18 de agosto, encerrando a atividade de 12 times no modelo atual. Para Edno, uma solução seria clubes e CBF dividirem o ônus de um calendário maior.
- A CBF pretende fazer o campeonato com 24 datas. Se formos ampliar isso para 30 ou 32, os clubes poderiam dar uma contrapartida. O que não pode, de maneira alguma, é ter mil atletas sem ter o que fazer no mês de agosto.

Pontos corridos não serão adotados

A ideia do Náutico agrada a outros clubes do Nordeste. O presidente do Confiança, Hyago França, é um deles. Para ele, a adoção dos pontos corridos já em 2019 só seria possível com um aporte financeiro para os clubes, o que a CBF parece não estar disposta a dar.


- A nossa proposta seria de esticar a Série C, terminar um pouco mais tarde. O Confiança, por exemplo, encerrou as atividades deste ano em agosto. Ficamos quatro meses sem futebol. É muita coisa para um clube que tem como principal receita a renda dos jogos. Por outro lado, adotar os pontos corridos seria muito difícil sem uma cota que viabilizasse a logística - explicou.

Mesmo reconhecendo ser praticamente inevitável uma mudança, há quem adote uma postura mais conservadora. Futuro presidente do Botafogo-PB, Sérgio Meira leva em consideração a questão econômica para defender a manutenção da fórmula atual.
- Pessoalmente prefiro o modelo atual. Isso levando em consideração a parte econômica. Mas pretendo discutir o assunto internamente no Botafogo-PB e também com outros dirigentes do Nordeste. Vamos aproveitar esse encontro aqui em Maceió para debatermos mais - disse o botafoguense.

Regionalização é inviável para 2019

O ponto de partida para a mudança de regulamento parece ser mesmo a questão da composição dos grupos. Náutico, Santa Cruz e Botafogo-PB chegaram até o mata-mata da Série C deste ano, mas não conseguiram o acesso. Para complicar, três times nordestinos subiram da Série D - Ferroviário, Treze e Imperatriz. Também estão garantidos na Série C de 2019 mais cinco times do Norte-Nordeste: Atlético-AC, Remo, ABC, Globo FC e Confiança.
Com 11 times da região Norte-Nordeste já garantidos na Série C de 2019, há um consenso de que a fórmula de disputa precisaria mudar. Até porque esse número pode subir ainda mais - Sampaio Corrêa, CRB e Paysandu estão neste momento na zona de rebaixamento da Série B. Neste ano, a solução encontrada foi "rebaixar" Cuiabá e Luverdense, times do Mato Grosso, para o Grupo B, formado originalmente por representantes do Sul e do Sudeste.


- Uma saída talvez fosse colocar os times do Norte no Grupo B, até porque a logística de deslocamentos para o Nordeste ou Sudeste é muito parecida. Mas um grupo formado só por nordestinos seria muito difícil. É algo que precisamos conversar mais para não prejudicar ninguém - emendou Hyago França, presidente do Confiança.
A entidade ainda não tem uma posição oficial sobre o regulamento do próximo ano, o que deve ser decidido pelos clubes. Mas, ao divulgar que o campeonato começa no dia 28 de abril e termina no dia 6 de outubro, com 24 rodadas, a tendência é mesmo manter a fórmula atual.

Fenapaf fez pedido formal à CBF

Havia um pedido formal da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) para que a Terceirona fosse disputada em pontos corridos, possibilitando assim um calendário mais cheio para os jogadores. Mas o fator econômico é um entrave. O sistema de todos contra todos requer elencos maiores, mais viagens e, por via de consequência, mais gastos. Por isso, para viabilizar um novo regulamento, haveria que existir uma contrapartida financeira da CBF - essa negociação não andou a ponto de viabilizar a mudança já para 2019.
O presidente da Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol), Felipe Augusto Leite criticou a situação do calendário brasileiro. Em abril deste ano, a entidade informou ter enviado um ofício à CBF para que a Série C fosse feita nos moldes das Séries A e B, até o final de novembro. A situação se agrava com a Série D, que apesar de reunir mais clubes (68), termina mais cedo.
No calendário divulgado nesta quarta-feira, os eliminados na primeira fase da Série C de 2019 estarão em atividade até o dia 18 de agosto. Na Série D, boa parte dos clubes estarão sem calendário no dia 9 de junho, quando vai se encerrar a primeira fase.

E aí, o que fazer?


Há uma possibilidade de manter o formato atual, com dois grupos de dez times, mas sem a regionalização. Esse modelo agradaria um grande número de clubes, mas ainda há resistência.O fato dos nordestinos não terem sucesso nos últimos anos no cruzamento com o Grupo B causa uma certa inquietação. Para alguns, a disputa em pontos corridos facilitaria o objetivo final, que é o acesso.
O presidente do Náutico, Edno Melo, tem uma ideia para a mudança no regulamento do torneio, que será levada para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apreciar. Seria um "meio termo" entre os pontos corridos e a fórmula atual.
- A definição do acesso poderia se dar através de um quadrangular, e não no mata-mata. Seriam seis jogos antes das semifinais. Vamos levar essa proposta para os times do Nordeste e depois entregá-la na CBF. É preciso a união dos clubes e vamos iniciar essa conversa por aqui - disse Edno, aproveitando o sorteio da Copa do Nordeste, em Maceió, para discutir o assunto com os clubes da região.
O fato é que a mudança do regulamento parece ser uma questão de tempo. A própria CBF deixou claro que mudanças mais radicais serão adotadas no calendário de 2020, e isso poderia contemplar a Série C. Se isso acontecer, a terceira divisão pode dar um salto de qualidade e garantir para clubes e jogadores um calendário mais racional, reduzindo os meses de desemprego.

Tombos é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localizado na Zona da Mata Mineira, a 5 km da divisa com o estado do Rio de Janeiro e a 28 km do município de Carangola,e 367 km da capital Belo Horizonte.O time da cidade conhecido como Tombense, time do Empresario Eduardo Uran, também disputa a serie C e que vem enfrentando as suas dificuldades financeiras em locomover a sua equipe.  
O município recebeu este nome em alusão às três quedas (tombos) d’água da cachoeira do rio Carangola que fica na cidade. Inicialmente conhecida como Tombos do Carangola, o nome foi encurtado com o tempo para Tombos.
História
O Coronel Maximiniano José Pereira de Souza, mais ou menos no início do século XIX, abastado proprietário, foi quem primeiro conheceu o local, nele se fixando definitivamente, com seus escravos, amigos e parentes. No início, a região passou a ser conhecida por Tombos, em alusão às três quedas d’águas nela existentes. Com o correr dos anos e o desenvolvimento natural das lavouras ali iniciadas formou-se pequeno núcleo populacional.
O coronel Maximiniano, que se havia tornado posseiro das terras desbravadas, fez doação, em 1849, de uma gleba para o patrimônio de Nossa Senhora da Conceição, cuja capela seria edificada em honra à Santa. O local passou assim a chamar-se Nossa Senhora da Conceição de Tombos e pouco tempo depois foi elevado à categoria de distrito pela Lei provincial número 605, de 21 de maio de 1852. Mais tarde, o topônimo foi alterado para Tombos de Carangola, passando a simplesmente Tombos quando da sua emancipação política, o queaconteceu com a Lei número 843, de 7 de setembro de 1923.
No dia 12 de novembro de 1878, pela Lei nº 2500,o território foi incorporado ao município de Carangola tornando-se Distrito,com o nome Tombos do Carangola, que assim permaneceu até a criação do município. Com a emancipação política, através da Lei nº 843, de 7 de setembro de 1923, Tombos tornou-se município, passando a denominar-se simplesmente “Tombos”.
Em Tombos localiza-se a Usina Hidrelétrica de Tombos, que atende ao Norte Fluminense.

Geografia
Sua população estimada em 2010 é de 9.542 habitantes,enquanto em 2000, era de 11.652, segundo o Censo. O município subdivide-se nos distritos de Tombos (sede), Catuné e Água Santa de Minas. Com 62 metros de altura, a Cachoeira de Tombos é a maior da Zona da Mata[carece de fontes], e dá o nome a esta cidade. Área da unidade territorial é de 283Km².
Principais distâncias:
Porciúncula – 5km
Carangola – 24km
Itaperuna – 40km
Muriaé – 60km
Rio de Janeiro – 356km
Belo Horizonte – 367km

Prefeitos
Manoel Martins Quintão – 1924/1930
Caetano Anacreto Dias Torres – 23 de março de 1931 – 10 de abril de 1931 (nomeado) e 20 de abril de 1931 – 2 de maio de 1931
Otávio Rodrigues Alves – 16 de fevereiro de 1931 – 4 de janeiro de 1932 (nomeado)
Dr. Dario de Campos Barros – 1931/1936 e 9 de agosto de 1936 – 16 de novembro de 1937
Francisco Ignácio Borba – 1937/1945
Alfredo Vargas Corrêa – 12 de março de 1947 – 18 de dezembro de 1947 (nomeado)
Sebastião Rocha – 1947/1950
Glycério Dias Soares – 1951/1954
Dr. Orlindo Soares Quintão – 1946/1947 (nomeado) e 1955/1958
Léviro de Oliveira Pieruccetti – 1959/1962
Sebastião Rodrigues de Souza – 1963/1966
Alexandre Henriques de Almeida – 1967/1970 e 1973/1976
Antônio Guimarães de Almeida – 1971/1972 e 1977/1982
Marco Aurélio M. de Barros Guimarães – 1983/1988 e 1993/1996
Oscar José Bastos (PFL) – 1989/1992
Ivan Carlos de Andrade (PT) – 1997/2000
Mateus Pereira Junior (PMDB) – 2001/2004
Ivan Carlos de Andrade (PT) – 2005/2008
Ivan Carlos de Andrade (PT) – 2009/2012
Oscar Jose Bastos ( PFL)- 

Atual prefeito: Russa

Educação
Escolas do município:
CEMEI Olívia Quintão (Educação Infantil)
Centro Educacional Rosely Gallo Ferreira (Educação Infantil e Ensino Fundamental)
Escola Estadual Antônia Martins de Barros (Ensino Fundamental)
Escola Estadual Ilka Campos Vargas (Ensino Fundamental e Médio)
Escola Estadual Serra dos Quintinos (Ensino Fundamental)
Escola Municipal Emílio Soares (Ensino Fundamental)
Escola Municipal Marieta Guariglia Bravo (Ensino Fundamental)
Escola Municipal Savina Lazaroni (Educação Infantil e Ensino Fundamental)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

CLUBE DE RONALDO FENÔMENO NA CORDA BAMBA


Por: Dr. Julio - 03 de Outubro de 2018 - 12:18
É o São Cristóvão, do tradicional bairro do Rio, 120 anos de existência, onde Ronaldo chegou aos 13 anos e aos 16 veio para Belo Horizonte, iniciar seu estrelato no Cruzeiro. O clube segue a mesma trajetória de outros tradicionalíssimos do interior de Minas e de quase todos os estados do país, morrendo aos poucos. A legislação do futebol não prevê nenhuma saída digna para eles. A Lei Pelé, por exemplo, transferiu o poder desses clubes, que revelavam jogadores e viviam dessa arrecadação, para os empresários. As federações e CBF só arrecadam, também em cima deles, com incontáveis taxas e despesas por conta deles.
Ex-jogadores, como Ronaldo, por exemplo, nem aí. Seus investimentos são em outros países, direito dele, mas que poderia mover pelo menos um dedo, para ajudar de alguma forma, já que tem poder e dinheiro demais para isso. O “Estadão” de São Paulo, fez uma boa reportagem sobre o assunto:
* “Time que revelou Ronaldo, São Cristóvão pode acabar com seu futebol”
Prestes a completar 120 anos, clube que disputa a 3ª divisão tem dificuldades para se manter na ativa
Por Marcio Dolzan/RIO, O Estado de S.Paulo
Manter a bola rolando no gramado ruim e de grandes marcas de chão batido é uma constante para o São Cristóvão. O clube que leva o nome do tradicional bairro carioca e que lançou para o mundo jogadores como Leônidas da Silva e Ronaldo Fenômeno completará 120 anos dia 12 de outubro em meio a dívidas e com dificuldades em se manter ativo no futebol profissional.
O clube não revela o tamanho de sua atual dívida. Estima-se que arrecade R$ 35 mil por mês e gaste R$ 70 mil.
Um dos clubes mais tradicionais do Rio, o São Cristóvão passa por um de seus momentos mais delicados ao longo de seus 119 anos de existência Foto: Fábio Motta/Estadão
A má condição do gramado contrasta com os bancos de boa aparência das arquibancadas, mas ao mesmo tempo combina com o tom de futebol raiz visto no placar – pintado na parede ao fundo do campo e que depende de alguém para substituir seus números a cada gol, como era em décadas passadas.
O marcador fica a poucos metros de onde está ostentado o nome da casa do São Cristóvão. “Estádio Ronaldo Nazário” é uma homenagem àquele que foi seu mais ilustre filho. Acima do nome do atacante, também em letras garrafais, a frase “Aqui nasceu o Fenômeno” não deixa dúvidas sobre quem é o grande orgulho da agremiação no Rio de Janeiro.
“Um deles”, apressa-se em dizer Renato Campos, que tem 57 anos de idade e 43 de dedicação ao clube. “O São Cristóvão é um celeiro de craques. Por aqui passaram grandes nomes, inclusive da Copa de 1938. O treinador saiu daqui, Ademar Pimenta, mais três jogadores (Leônidas, Afonsinho e Roberto). Teve também o Lazaroni, o técnico Parreira, Américo Faria, Djalminha, Válber, Catanha…”
O gerente, contudo, não esconde que o grande orgulho do clube é mesmo Ronaldo. Foi o mais antigo funcionário do São Cristóvão quem teve a ideia de escrever que lá deu seus primeiros chutes o jogador que seria conhecido como Fenômeno. A ideia de pintar a frase tinha por objetivo chamar a atenção dos que passassem pelas vias próximas. Para isso, ele se precaveu.
“Eu não podia colocar que era o Ronaldo, eu não tinha essa autorização dele. Então, coloquei “Fenômeno”. Se houvesse uma reclamação, diria que o Fenômeno era eu, que nasci aqui, trabalho aqui desde sempre. Que tem de ser um fenômeno para tocar isso aqui”, conta Campos.
Hoje, no entanto, nem a homenagem tem sido suficiente para atrair patrocinadores. A sede do time de futebol – há outra náutica, na Ilha do Governador – é pouco frequentada. Para piorar, o estádio não tem autorização do Corpo de Bombeiros para receber jogos e serve basicamente para treinos. A equipe principal, que este ano disputou a terceira divisão carioca e por pouco não acabou na quarta, manda seus jogos na Rua Bariri, sede do Olaria, zona norte.
O time de juniores, por sua vez, nem mesmo é formado por atletas do clube. O elenco que disputou a “Terceirona” foi composto por atletas da Soccer Fute, empresa especializada na formação e venda de jogadores.
“O São Cristóvão não tinha condições de bancar a categoria”, diz Felipe Lestayo, proprietário da empresa. “Para nós, isso foi bom. A gente representa um clube centenário e tem um local de treino.” O acordo prevê que as despesas fiquem a cargo da Soccer Fute. Caso algum atleta seja negociado, o clube recebe um porcentual.
Apesar de contar com uma equipe “emprestada”, o São Cristóvão mantém sua escolinha. São 120 alunos que treinam no campo de gramado ruim e chão batido. Renato Campos, o funcionário mais antigo, é um dos professores. “A escolinha se chama Fenômeno na bola e 10 na escola. Os meninos vêm aqui para ser o segundo Ronaldo”, diz. “Temos dificuldades? Temos. Mas temos uma camisa forte, um celeiro do futebol.”
TV japonesa gravou Ronaldo no clube
A última vez em que Ronaldo pisou no gramado do São Cristóvão foi em 2014, levado ao clube por uma TV japonesa por conta da Copa do Mundo. Os primeiros chutes no local foram dados quando ele tinha 13 anos. Ficou lá até os 16, para depois assumir a camisa 9 do Cruzeiro. Procurado pelo Estado, sua assessoria não respondeu.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

KALIL EM CAMINHADA COM CIRO GOMES

Por: Dr. Julio - 02/10/2018 - 16:35
Kalil em caminhada com Ciro Gomes no Aglomerado da Serra
O prefeito Alexandre Kalil tem recebido o carinho popular em suas andanças pela Capital, no apoio aos seus candidatos Ciro Gomes (presidente) e Carlos Viana (senador). No Morro do Papagaio, sábado, um senhor com a camisa do Atlético se aproximou dele e disse:
__ É bom demais apertar a mão de um vencedor!

Kalil aproveitou para comentar a frase desastrada do técnico Thiago Larghi: “Faz 47 anos que não ganhamos esse título. Por que agora tem que ser obrigação?”.

__ Ele precisa ir à sala de troféus da Avenida Olegário Maciel, chegar perto de uma Libertadores, de uma Recopa Sul-Americana e uma Copa do Brasil, para sentir o que é o espírito vencedor e a responsabilidade levar o Atlético a ganhar títulos importantes continuamente”.