terça-feira, 4 de dezembro de 2018

GOLEIRA DARLEY SE DESPEDE DO TOMBENSE, DEPOIS DE VÁRIAS TEMPORADAS CONSECUTIVAS, DESDE 2015

Por: Dr. Julio - 04/12/2018 - 12:58

O goleiro Darley confirmou nesta sexta-feira existir uma negociação entre Tombense e Botafogo-SP para que ele defenda o Pantera em 2019 por empréstimo.
Darley tem 28 anos e tem seus direitos federativos vinculados ao Tombense até o fim do próximo ano. Ele está no clube mineiro como titular desde 2015 e neste segundo semestre foi emprestado ao Boa Esporte para disputar a Série B.
Darley está no Tombense desde 2015 — Foto: Bruno RibeiroDarley está no Tombense desde 2015 — Foto: Bruno Ribeiro
O elenco do Pantera se apresenta nesta segunda-feira, às 16h, no estádio Santa Cruz. Até o momento, apenas três nomes foram divulgados oficialmente: o lateral Lucas Mendes, o zagueiro Plínio e o volante Denílson. De acordo com a diretoria, pelo menos 12 atletas devem iniciar esta primeira fase de trabalhos com o técnico Léo Condé.

URT CONQUISTA VAGA NA COPA DO BRASIL DE 2019

Por: Dr. Júlio - 04/12/2018 - 12:51
URT confirmou no sábado (1º) a sua vaga para a disputa da Copa do Brasil 2019, depois que o Atlético derrotou o Botafogo, no Independência, por 1×0, pelo Campeonato Brasileiro, conquistando vaga na pré-libertadores. Com isso, abriu-se mais uma vaga para Minas Gerais e, pela colocação do Trovão Azul no último estadual, a equipe patense participará da competição nacional, pela sexta vez, a terceira seguida. Em 2017, a Celeste jogou contra o Luverdense e, neste ano, enfrentou o Paraná. Antes, as participações da URT aconteceram em 2000, 2001 e 2006.
Diretores, jogadores e torcedores da URT comemoraram bastante a vaga, pois além de projeção nacional, receberá uma premiação que, espera-se, seja superior a R$ 700 mil reais, só na primeira fase. Lembrando que essa premiação cresce de valor, à medida que a equipe conseguir sua passagem para fases posteriores.
A última vez que conseguiu passar para a segunda fase foi em 2006, enfrentando o Santos, após ter eliminado o Londrina, em dois jogos, realizados no Estádio do Café e no Mangueirão.
A URT estará nos Potes E ou F, enfrentando adversários dos Potes A e B, teoricamente mais fortes. A CBF é quem vai confirmar os oito agrupamentos de equipes, para o sorteio da primeira fase. A URT jogará a primeira partida em casa e, o seu adversário a ser sorteado, jogará com a vantagem do empate para conseguir a vaga na fase subsequente. Para o Trovão Azul só a vitória interessa. O Trovão Azul ocupava a 101ª posição no ranking da CBF, no ano passado e, pela atualização feita, ganhou 20 posições, chegando ao 81º lugar. 

DENTRO E FORA DO CAMPO !!!

Por: Dr. Julio - 04/12/2018 - 12:43

Todos os comentários  são pertinentes. Somos vítimas de acontecimentos imponderáveis. Fui crítico ferrenho das contratações do América e cheguei a preocupar-me com o fato de poder estar cometendo algumas injustiças com alguns profissionais, incompetentes, mas, possivelmente sérios e bem intencionados.Não amaciei para o Juninho, jogador de três pulmões e nenhum miolo, talvez o melhor representante de uma leva de inúteis, já faz tempo ; não amaciei para Magrão, Aderlan, Mateus Ferraz, Giovanni e critiquei até o He-Man. E o Luan? Ah! o Luan… o mais criticado… o mais vaiado… pega uma bola, a mais importante do ano, coloca debaixo do braço e vai para a marca do pênalti como a dizer: quem me vaiou vai ter de me engolir…
Com o Adilson,  havia jogos em que todos estavam em campo. O Adilson chegou a colocar à disposição do time de aspirantes as pérolas da base: Zé Ricardo e Cristhian. Como “Adilson Batista foi o menor dos culpados”?
Quem jogou fora os três pontos que transformariam o jogo de ontem em amistoso, em casa, contra o falecido Paraná? Naquela amaldiçoada tarde, o América caiu. A sequência seria terrível; cinco jogos, sendo três fora, contra dois poderosos que lutavam pelo título entre si – Inter e Palmeiras – e o protegido da CBF, que lutava contra o rebaixamento.
O jogo contra o Paraná foi o divisor de águas. Pelo time que o  pôs em campo, naquela maldita tarde, tive lampejos de voltar para casa e não entrar no estádio. Um moleque na verdadeira extensão da palavra. Irresponsável que se achava o deus do raio e do trovão.
Pior: uma diretoria conivente com a molecagem do Adilson, mantendo-o por dez jogos seguidos, sem ganhar de ninguém – nem do Paraná que, àquelas alturas, era menos do que “ninguém”. Uma diretoria sem uma voz ativa e forte, por vezes, necessariamente destemperada, que colocasse o treinador no seu devido lugar, a rua, assim que começou com suas invencionices e os resultados não apareciam. Não! Teve de esperar dez jogos e a vaca ir literalmente para o brejo, depois do vexame contra o Paraná.
Para não perder o costume, começava ali a sessão chacota para que não se perdesse o costume,
Como veem, não estou com chororô inútil. Preciso desabafar e, ao mesmo tempo, ajudar. Encerro, dirigindo-me, neste espaço humilde, a quatro personagens, agradecendo-lhes pelos desserviços prestados, pedindo humildemente que desapareçam da vida do América e dos americanos: a diretoria, o Drubscky, que tentou a ressurreição, o Adilson Pardal e este câncer chamado de “empresário” que empurra goela abaixo da torcida atletas medíocres, refugos, e impõe a escalação de suas pérolas.

NO FUTEBOL E NA POLÍTICA !!!

Por: Dr. Júlio - 04/12/2018 - 12:36
Nestes momentos que antecedem a jogos importantíssimos para Atlético e América na última rodada do Brasileiro. Mas vale sempre o ditado “antes tarde do que mais tarde” e o assunto continua atualíssimo. Coincidentemente eu vinha pensando escrever sobre o mesmo assunto e concordo com ele. Nós da imprensa mineira às vezes exageramos na condenação de árbitros por possíveis erros contra nossos clubes. Costumamos concordar demais com jogadores, treinadores e dirigentes na transferência de suas eventuais falhas e incompetências para a turma do apito.
Clubes colocarem na arbitragem a culpa por uma derrota ou eliminação está tão previsível, no Brasil, quanto as campanhas eleitorais, nas quais cada facção – direita, centro ou esquerda – coloca nas outras a responsabilidade pelas mazelas que assolam nosso país. Diante da inexistência de argumentos plausíveis, de autoavaliação e do senso crítico, acaba sendo compreensível tal ato, embora, nem sempre, as explicações sejam verdadeiras ou justificáveis – tanto no futebol quanto na política.
Sempre critiquei a imprensa bairrista de Rio e São Paulo no que diz respeito ao futebol – melhor nem falar de Política, senão o assunto rende demais… Entretanto, nos últimos tempos, tenho me sentido incomodado com as transmissões esportivas da supostamente mais tradicional rádio de Minas. O assunto “arbitragem” é explorado em todas as nuances possíveis antes, durante e depois do jogo. As perguntas feitas aos atletas, treinadores, dirigentes e torcedores são sempre direcionadas por esse viés: os clubes mineiros foram “operados” pela arbitragem. Nem sequer se dão ao trabalho de ver o lance na tela e, quando veem, tentam ajustar a imagem aos comentários emitidos, e não o contrário.
Árbitros erram – com ou sem intenção. Políticos cometem equívocos – com ou sem dolo. Um ex-jogador e até pouco tempo comentarista numa emissora de TV foi demitido por criticar a parcialidade e a maneira passional com que os repórteres setoristas trabalham. Sou um defensor contumaz da democracia, da liberdade de imprensa e de opinião. Mas acredito que precisa haver uma postura mais comedida dos profissionais de imprensa, sem exasperações tendenciosas. E também creio que urge um posicionamento criterioso de quem ouve, lê, assiste, “consome” as notícias. O Apóstolo Paulo nos exorta a “Examinar tudo, e reter o que é bom” (I Tessalonicenses 5.21).
As diferenças são importantes, o contraditório é salutar. E o domínio próprio é essencial a fim de se evitar entrar na onda extremista para a qual a humanidade caminha a passos largos  –  seja na política, no futebol ou na vida.

UFA!!!

Por: Dr. Julio - 04/12/2018 - 12:32
O suado sexto lugar do Atlético foi de tensão o tempo todo durante os dois jogos decisivos e nas últimas rodadas. Os adversários ajudando, o próprio Galo não fazendo a parte dele e este sufoco de ter de torcer pelo Flamengo contra time misto do Atlético-PR, que fez uma partida fantástica e mereceu a virada no Maracanã, diante de 62 mil 964 pagantes.
Felizmente nestes jogos finais Cazares resolveu justificar o salário que recebe e a esperança que a torcida tem nele. Foi fundamental pela bola que jogou e por gols como o de hoje. Apesar da queda no returno o ataque atleticano é o terceiro mais eficiente do campeonato com 56 gols marcados, perdendo para o Palmeiras, 61 e Flamengo 59. Em compensação a defesa é uma peneira. Tomou 43 gols e por isso, caso o Botafogo empatasse, a vaga na Libertadores estaria perdida, porque o xará paranaense tem quatro gols a mais de salddo.
Essa zaga com Leonardo Silva de quase 40 anos e Maidana, ruim demais, não tem a menor condição de ser a titular de time nenhum que sonhe vôos mais altos. Leonardo ainda pode ser útil para uma meia hora final, quando igual a hoje, o time estiver precisando segurar um resultados. Ele tem fôlego para 30 minutos de alto rendimento. Maidana tem fôlego para correr duas maratonas seguidas, mas não tem futebol; aí não tem jeito.
Fala-se na manutenção do Marques como diretor de futebol. Que assim seja. Com Levir Culpi monitorando as contratações e dispensas o diretor pode ser qualquer um, basta não atrapalhar. Levir não o deixará gastar fortunas com pernas de pau ou ex-jogadores em atividade.
Acredito na competência e bons relacionamentos do Levir país afora para conseguir montar um time competitivo para 2019. É disso que o Galo está precisando. Com um time confiável a torcida empurra, como empurrou Thiago Larghi e essa turma aí, que a duras penas conseguiu chegar em sexto.
Aliás, virou mania dizer que “pro Galo tudo é mais difícil”. Nada a ver. Não há nada fácil para ninguém e nenhum time. Fica difícil desse jeito quando a diretoria contrata as pessoas erradas. Contrate certo e as dificuldades serão menores.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O EXEMPLO DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS

Por: Dr. Julio - 29/11/2018 - 15:32
Em duas finais recentes de Libertadores da América em Belo Horizonte a nossa Polícia Militar deu show. Antes, durante e depois dos jogos, torcedores e delegações do argentino Estudiantes e do paraguaio Olímpia tiveram plena segurança e retornaram bem aos seus países. Os marginais infiltrados nas torcidas do Atlético e Cruzeiro bem que tentaram aprontar mas foram repelidos previamente com o rigor que merecem. Em 2009 o Comandante do Policiamento da Capital – CPC -, era o Cel. Nilo que chegou a ser criticado por ter montado uma “operação de guerra”. Parecia que Belo Horizonte estava sob intervenção da PM. Cumpriu com excelência o dever dele e nenhum argentino foi agredido, mesmo tendo saído vitoriosos do Mineirão. Este foi um ótimo exemplo de competência em um grande evento explosivo.
O mundo globalizado torna países e costumes cada vez mais parecidos, mas os bons exemplos não têm a mesma força dos maus. Com a velocidade crescente da informação pelos mais diversos meios, toda ocorrência chega aos olhos e ouvidos de gente em todo o planeta instantaneamente. Com isso proliferam aqueles que sentam no rabo pra falar dos outros e complexados vira-latas, como definiria Nelson Rodrigues.
Nessa selvageria da torcida do River Plate essas turmas deitaram e rolaram, mas tiveram bons contra-ataques que mostraram o quanto se equivocam.
O argentino Mariano postou no twitter vídeo de selvageria semelhante da torcida do Manchester United “recebendo” o ônibus do City e escreveu:
@marianoG/ottiga: “Para los moralistas que se preocupan por como nos ven en el mundo, vean lo que pasa en una sociedad “civilizada” cuando haces pasar un micro del equipo rival entre medio de la hinchada local que esta por entrar al estadio La diferencia es que el este micro no tiene vidrios”.
É verdade! O problema em Buenos Aires foi a incompetência da cúpula da segurança. Onde estavam os policiais que deveriam garantir a chegada do Boca em segurança ao Monumental? Uma única rua de acesso, sem batedores de verdade e sem polícia ostensiva antes de um jogo explosivo.
Ainda mais na Argentina, onde este clássico já teve 71 mortos, em 1968, num dos portões de acesso do mesmo estádio Monumental. Veja essa reportagem do portal Terra, de sábado, antes da final prevista:
* “Porta 12: o local do Monumental que remete a um drama de Boca e River”
Um clássico realizado em 1968 resultou na morte de 71 torcedores xeneizes no palco da grande decisão da Libertadores deste ano. Episódio ainda levanta muitas dúvidas
Sthefany Afonso
Argentina conta milhares de mortes induzidas por corrupção, negligência ou imprudência pública e privada. Não obstante, o dia 23 de junho de 1968 marcou a data mais negra do futebol nacional. Justamente no dia do clássico de maior rivalidade do país: River Plate x Boca Juniors.
Se disputava o Torneio Metropolitano, um campeonato dividido em dois grupos de onze equipes. River e Boca protagonizaram um empate sem gols no Monumental, palco do decisivo jogo deste sábado, pela Libertadores. A porta 12, correspondente do setor visitante, havia sido fechada após o apito final. Torcedores xeneizes estavam aglomerados e um caos começou. Resultado da tragédia: 71 pessoas morreram esmagadas e sufocadas, enquanto tentavam deixar o estádio.
Após o episódio, o acesso não é mais identificado pelo número 12, e sim pela letra L, por ser a décima segunda letra do alfabeto. Além da mudança, o River Plate decidiu dar o nome de “Centenário” ao setor visitante.
Cinquenta anos depois, River e Boca se encontram novamente em uma decisão. Apesar de toda magia criada em torno da partida que marcará o século, as verdadeiras causas da barbárie de 68 ainda são desconhecidas e deixam grande marcas.
Na época, hipóteses começaram a surgir por meio da mídia: portas fechadas ou semi fechadas, catracas que não haviam sido removidas, ou a irresponsabilidade funcionários. No entanto, nada se falava sobre a polícia. Eram tempos da ditadura de Juan Carlos Onganía, repressões nas ruas, tribunais e universidades.
Nem mesmo a passagem de cinco décadas trouxe justiça às vítimas ou às suas famílias. O caso que o juiz Oscar Hermelo instruiu foi arquivado. Em um artigo publicado pela Agência de Notícias de Buenos Aires, Victor Ego Ducrot, testemunha do incidente, contou sua versão:
– Saímos mais cedo, justamente pelo portão 12. Havíamos caminhado alguns metros quando ouvimos a polícia gritar e passar com a cavalaria, dando golpes e bloqueando a saída do Monumental. Eles assassinaram mais de 70 pessoas, fomos salvos por alguns minutos – contou.
Além de Victor, uma segunda testemunha alegou que duas famílias chegaram a um acordo econômico com o River Plate. Mais tarde, Carmen Palumbo, que defendia os familiares das vítimas, afirmou que trinta e quatro famílias foram secretamente compensadas pelo clube, pela AFA, e pelo Estado.
A tragédia de Hillsborough, que matou 96 torcedores do Liverpool em 1989, ainda respira na Inglaterra. A Justiça concluiu como “homicídio involuntário” e o processo foi aberto ao público. Ao contrário da Argentina, que nunca obteve um decreto final, nem mesmo um culpado. A Federação Inglesa, 25 anos após o fato, colocou camisetas do Liverpool nas arquibancadas da semifinal disputada entre Arsenal e Wigan.
Em Buenos Aires, faltando apenas cinco dias para a final da Libertadores, a dor de 68 ainda é vivida. Relatos de familiares contam que os clubes apagaram o acontecimento da história e nada fizeram em homenagem às vítimas da fatalidade. O que para alguns representará uma final inesquecível, para outros, será mais uma data de grande silêncio.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

CBF VOLTA AOS TEMPOS PRÉ-RICARDO

Por: Dr. Julio - 28/11/2018 - 16:12


Em reunião esta noite na sede de Lourdes Conselho Deliberativo do Galo aprovou orçamento para 2019 
Alguém já isse que “no Brasil a única coisa que vai pra frente é o atraso”. O futebol é testemunha disso: a CBF passou na cara dura Atlético x Botafogo para sábado, 17 horas no Horto, mesmo dia e horário de Flamengo x Atlético-PR no Maracanã. Isso para quebrar o galho do fluminense que receberá o América no domingo, também no Maraca. Sem consultar a ninguém, apenas para atender aos interesses maiores dos cariocas. Desrespeito e molecagem, dentro das tradições da entidade, que entretanto vinha cumprindo o que escrevia nos últimos anos. Pioramos bastante no quesito organização.
O Atlético protestou oficialmente mas e daí? A cartolagem da CBF dá de ombros e fica por isso mesmo. A bola vai rolar e que o time vença e garanta finalmente este sexto lugar que dá acesso à pré-Libertadores.