quinta-feira, 30 de abril de 2020

AMÉRICA, 108 ANOS

Por: Dr. Julio - 30/04/2020 - 14:37
A beleza dos uniformes do América sempre foi destaque também. O mais famoso, este do time campeão de 1971, de listras verde-abacate. . .
. . . mas este, quase branco, de um verde-abacate bem claro, era fantástico e não entendo porque o clube ainda não o resgatou.
Essa foto, tem o saudoso cantor Jair Rodrigues, sentado. Ele devia ser amigo de algum jogador. 
O site da CBF conta alguns fatos interessantes do América no contexto do nosso futebol. 
* “América quebra hegemonia em Minas em 1971”
Em 1971, América Futebol Clube, campeão invicto, quebra a hegemonia que Atlético e Cruzeiro dividiam em Minas Gerais.
Atlético (43) e Cruzeiro (38) são os maiores campeões estaduais de Minas Gerais. O terceiro colocado, o América Futebol Clube, foi campeão 15 vezes e é dono de um recorde até hoje não batido: foi decacampeão, de 1915 a 1925.
Desde o fim dos anos 1950, no entanto, a hegemonia já era dividida entre Atlético e Cruzeiro. Notadamente, em meados dos anos 1960, com o advento do Mineirão, o Cruzeiro montou um time talentoso que reuniu craques como Raul, Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão. Não por acaso conseguiu o pentacampeonato em 65/66/67/68/69.
Em 1970, o Atlético impediu o hexacampeonato dos cruzeirenses, mas, no ano seguinte, o América surgiu como intruso na galeria dos vencedores. O que já poderia ter acontecido em 1964, quando na derrota na decisão perdeu o título para o Siderúrgica.
Mas, em 1971, o campeonato não escapou. E veio com uma campanha expressiva, com 16 vitórias, seis empates e nenhuma derrota – campeão invicto. O atacante Jair Bala, com 14 gols, foi o artilheiro da competição. Ele já tinha sido o artilheiro do Campeonato Mineiro em 1964, com 25 gols.
Tendo como técnico Henrique Frade, ex-atacante do Flamengo que jogou também na Seleção Brasileira, o América usou a seguinte equipe base para conquistar o título em 1971: Élcio; Misael, Vander, Café e Cláudio; Pedro Omar e Dirceu Alves; Hélio, Amauri Horta, Dario e Jair Bala.

FUTEBOL AINDA SEM PREVISÃO DE DATA PARA RECOMEÇAR

Por: Dr. Julio - 30/04/2020 - 14:33
Dr. Estevão Urbano
Inimaginável uma situação dessas, não é? Já pensou que algum dia na vida você viveria isso? Recomendações pra não sair de casa, atividades comerciais, escolares e etecetera e tal paradas, bares, restaurantes, fechados e ainda sem futebol. Pois é! No início parecia que estávamos em um sonho, pesadelo, que passaria rápido. Mas era e é real. Tomara que já já possamos começar retornar a vida cotidiana. Normalidade mesmo, vai levar um tempão.
Na Europa, a França e a Holanda já disseram que seus campeonatos não terão sequência. A Itália e outros países podem anunciar a mesma medida a qualquer momento. Aqui, quem sabe, junho ou julho, mas. . . ninguém sabe, ninguém tem certeza de nada.
Enquanto isso, o ideal é seguir o que dizem os especialistas da saúde. Como fez o Thiago Nogueira, para o Super FC, edição de hoje. Entrevistou uma das maiores autoridades brasileiras do assunto, Dr. Estevão Urbano, que inclusive gosta muito de futebol:
* “Infectologista vê confinamento e testes como requisitos pra futebol voltar em MG”
Retorno não é indicado neste momento, mas poderia acontecer com medidas preventivas e jogos sem público; CBF sugeriu retorno em maio, mas FMF e Estado ainda estudam protocolo
Por Thiago Nogueira
Enquanto o Brasil vive seu pior momento na combate à pandemia do novo coronavírus, com o aumento no número de casos e mortes diárias, CBF, federações e clubes começam a discutir possibilidades de retomada do futebol. A confederação sugeriu a volta dos campeonatos estaduais a partir de 17 de maio, mas isso depende do cenário e das autoridades de saúde locais.
Para o infectologista Estevão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia e membro do Comitê de Enfrentamento à Epidemia da Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), esta ainda não é a hora para o retorno de treinos e torneios.
“Estamos vivendo um momento de aumento do pico no Brasil inteiro. Vamos estar jogando as pessoas para o campo quando o surto está em picos maiores, o que sugeriria uma incoerência. Quando a coisa está piorando, você libera o campeonato. Neste momento, é inadequado e tem que ser feito com a máxima segurança se ele for realizado. Se possível, não fazê-lo também, mas se fazê-lo, com todas as medidas de segurança”, pondera o especialista.
Para a volta do futebol no cenário em que vivemos hoje, além de realizar jogos sem público e adotar medidas preventivas, como higienização e uso de máscaras por profissionais do entorno do campo de jogo, Urbano aponta duas situações que seriam de extrema importância: o confinamento dos atletas em competição e a testagem de todos periodicamente, entre 48h e 72h antes das partidas.
“Do ponto de vista ideal, você teria que unir as duas coisas, mantê-los confinados e a disponibilidade de teste, pelo menos, uma vez por semana para todos os jogadores, para garantir que nenhum deles esteja transmitindo internamente. O confinamento mais a testagem seria uma alternativa mais segura a meu ver”, ressaltou.
O Brasil não tem ainda uma vasta rede consolidada para a testagem em massa da população, mas, para o infectologista, seria possível realizá-los com frequência em grupos de atletas.
A federação, os clubes, precisariam fazer contratos com os laboratórios e garantir essa testagem. Isso tudo precisaria já estar organizado, com certeza de cumprimento, para se adequar a proposta, o contrário, não teria como se fazer um campeonato. Todas as garantias precisariam ser cumpridas para se pensar em fazer os jogos, isso, para começar a discutir. Do ponto de vista da quantidade de testes, eu acho que é viável, de 200 a 300 testes por semana seria possível conseguir logística pra isso. Se não conseguir, não tem jeito, na minha opinião”, analisa.
Neste primeiro momento, a retomada do Campeonato Estadual é algo mais próximo de se avaliar. Um torneio nacional, como o Campeonato Brasileiro, ou mesmo, internacionais, como a Libertadores, seriam uma temeridade muito maior. ” Neste momento, ainda é prematuro, principalmente por causa das viagens, dos deslocamentos de hotel e aeroporto, principalmente em locais de alta transmissão, como Rio e São Paulo. É uma exposição alta dos jogadores. Regionalmente você tem menos riscos. Você analisa o cenário de Belo Horizonte, que ainda é confortável, não que seja zero, mas é um risco menor”, explica.
Em Minas, a Federação Mineira de Futebol (FMF) já vem discutindo a possibilidade de retomada do futebol com o Centro de Operações de Emergências em Saúde (Coes), estrutura criada pelo governo do Estado para dar respostas coordenadas às ações de combate à Covid-19. “Estamos discutindo a formatação de um possível protocolo. Nem estamos cogitando (a volta do futebol) nesse momento, é mais pra frente mesmo”, explica o presidente da FMF, Adriano Ano.
Membro do Enfrentamento à Epidemia da Covid-19 da PBH, Estevão Urbano tem sua opinião formada como especialista na área, mas que ainda não há um consenso sobre no grupo de trabalho epidemiológico. Com outros pontos mais urgentes da pandemia a tratar, o prefeito Alexandre Kalil ainda não solicitou um parecer sobre a retomada ou não do futebol na capital.

terça-feira, 28 de abril de 2020

PRESIDENTE DA FMF PROJETA RETORNO DOS JOGOS EM JUNHO

Por: Dr. Julio - 28/04/2020 - 15:28
O presidente da Federação Mineira de Futebol, projetou o retorno das competições em Minas Gerais em junho, com a volta dos clubes aos treinamentos a partir de maio. Adriano Aro garantiu que tudo está sendo feito de acordo com as autoridades de saúde, com um plano de ação que leva em conta a saúde e a segurança de jogadores, comissões técnicas e demais pessoas envolvidas. A princípio, os jogos serão disputados sem a presença do torcedor, para que se evitem aglomerações, medida importante para o combate à pandemia do coronavírus.
Aro disse que a FMF e as autoridades de saúde estão trabalhando em um protocolo para proteger os atletas em campo da contaminação do coronavírus, já que as partidas serão sem a presença do torcedor.
“O retorno do futebol em Minas depende da sinalização positiva por parte dos órgãos de saúde e das autoridades sanitárias. Nada será feito sem levar em consideração quais são as medidas de segurança necessárias para termos a prática do esporte de uma forma segura e responsável”, garantiu o presidente da FMF, que desde quando foi paralisado o futebol, defendeu a conclusão dos Módulos I e II para que tanto os campeões, os rebaixamentos e outras definições, acontecem dentro das quatro linhas.
A entidade prepara o plano de ação, com treinos em maio e jogos em junho, com o acompanhamento de uma comissão médica tanto para elaborar o protocolo de ações, quanto ao acompanhamento das medidas.
Adriano Aro disse também que “o diálogo está em andamento, a federação vem preparando material para apresentar ao governo e estamos otimistas em conseguir a volta das partidas de futebol em Minas Gerais, em um futuro muito breve.”
Módulo I
O Campeonato Mineiro do Módulo I teve nove rodadas disputadas, faltando mais duas para o encerramento da primeira fase. A URT jogará contra o Cruzeiro em Belo-Horizonte e o América em Patos de Minas e não corre risco de rebaixamento e também não pode chegar entre os quatro primeiros. O Trovão Azul ainda tem chance de vaga na Série D do ano que vem e vaga no Trofeu Inconfidência.
América (21), Tombense (20), Atlético (18) e Caldense (17) são os quatro primeiros. Cruzeiro (14) e Patrocinense (12) ainda têm chances de chegaram no G4, visando à semifinal e à final.
Villa Nova (4) e Tupynambás (3) são os dois últimos colocados e ameaçados de rebaixamento. Matematicamente, Coimbra (7) e Boa (8) também correm riscos de queda.
Módulo II
O Campeonato Mineiro do Módulo II está bem distante de ser finalizado. Ainda restam cinco rodadas pela primeira fase. Na sequência, os quatro primeiros colocados jogarão a fase final, em partidas de ida e volta. O Mamoré ainda terá, na fase classificatória, três jogos fora de casa e dois em Patos de Minas. No Estádio Bernardo Rubinger, o Sapo receberá o Serranense e o Democrata de Sete Lagoas e terá que viajar para enfrentar o Pouso Alegre, Nacional de Muriaé e Tupi de Juiz de Fora.
Depois de sete rodadas disputadas, ocupam as quatro primeiras posições: Pouso Alegre (16), Nacional de Muriaé (11), Athletic Clube e Guarani (10). Os dois últimos são CAP Uberlândia (4) e Mamoré (3) e são os mais ameaçados pelo rebaixamento.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

AS MAIORES GARFADAS DO FUTEBOL

Por: Dr. Julio - 27/04/2020 - 11:55

   HISTÓRIA DO FUTEBOL - II

Todos que gostamos de futebol temos na memória as maiores “garfadas” que já vimos, principalmente contra o nosso time. O árbitro erra como qualquer ser humano em qualquer atividade, mas assim como tal, há erros de verdade e os premeditados. Muito difícil saber em que situação há desonestidade ou infelicidade na decisão do sujeito, ali na hora. E sempre me vem à memória a frase do Walter Clark, ex-todo poderoso da Globo, que, falando da sua experiência como vice-presidente do Flamengo nos anos 1980, disse no livro autobiográfico “O Campeão de Audiência”: “quem pensa que não se compram mais árbitros de futebol está redondamente enganado”.
Até aqueles jogos decisivos entre Atlético x Flamengo em 1980/1981, eu tinha na cabeça, desde criança, a final do Brasileiro de 1974, Vasco campeão, com a ajuda fundamental do Armando Marques, tido na época como o melhor árbitro do país. Foi uma vergonha o que ele fez com o Cruzeiro, ao anular o gol do Zé Carlos, de cabeça, aproveitando um cruzamento da linha de fundo. Armando Marques nunca deu explicações sobre o lance. Pouco antes de morrer (16 de julho de 2017, aos 84 anos), numa rara entrevista sobre o assunto, disse apenas que estava bem com a consciência dele e que nem se lembrava do lance: “Já apitei mais de mil partidas. Você acha que eu vou lembrar de um jogo em 1974?. Os críticos falam o que eles querem… Eu fico com a minha consciência. Eu não dou bola para eles…Eu não me arrependo de nada. Eu sou kardecista. Nós não temos ciúmes, nem ódio, nem nada disso no coração…”. Neste jogo ele anulou um do gol do Vasco também, motivo de reclamações dos vascaínos até hoje (https://www.supervasco.com/noticias/morre-arbitro-que-anulou-gol-legal-do-vasco-na-final-do-brasileiro-de-1974-205506.html), mas o que fez com o Cruzeiro, no fim da partida, foi um absurdo.
Depois, já repórter, e tendo a honra e o prazer de estar presente, vi de perto, José de Assis Aragão, José Roberto Wright, Romualdo Arpi Filho e Carlos Sérgio Rosa Martins, operarem o Atlético de forma escandalosa. O paulista Aragão e o carioca Wright, de forma acintosa, clara. Já o também paulista Romualdo e o gaúcho Rosa Martins, mais discretos, porém, provocadores de danos igualmente fatais e irreversíveis. Rosa Martins arrebentou com o Galo, como bandeirinha e passa despercebido da memória da imprensa e da torcida atleticana até hoje.
No primeiro jogo da final do Brasileiro de 1980, no Mineirão, diante de 90.028 pagantes, o Galo precisava fazer uma boa diferença no marcador para jogar por um empate no jogo da volta, no Rio. Mas Romualdo Arpi Filho, escalado estrategicamente pela CBF, não deixou a bolar rolar. Aliás, uma característica dele, de apitar tudo, mesmo que fosse uma falta aparente, parando o jogo a todo instante, beneficiando sempre quem precisava empatar ou perder de pouco. Era chamado pela imprensa de juiz “coluna do meio”, o “Rei dos empates”. O jogo ficou só no 1 a 0, e o Flamengo só se defendendo, No Maracanã, com 154.355 pagantes. José de Assis Aragão, dentre outros absurdos, expulsou Reinaldo, que havia marcado dois gols na partida e jogava machucado. Eram 23 minutos do segundo tempo, 2 a 2 no placar, o Galo no ataque, com chances de fazer o terceiro gol, e Rosa Martins marca de forma inacreditável um impedimento inexistente do Rei, prontamente apitado por Aragão. Aos 37, Nunes fez 3 a 2 para o Flamengo, que conquistava ali o seu primeiro título nacional.
Interessante é que consultando a ficha de jogos no Google, só aparece o nome do apitador, na maioria das partidas mais antigas. Só consegui lembrar que o co-autor dessa aprontação foi o Carlos Sérgio Rosa Martins, graças a um vídeo que me foi enviado pelo jornalista Eduardo Ávila, da transmissão da Band deste jogo, com narração do Fernando Solera.
Romualdo Arpi Filho (esq.) e Carlos Sérgio Rosa Martins em um Peru x Argentina, pelas eliminatórias da Copa de 1982. Rosa Martins entrou para a história como um dos maiores árbitros do Rio Grande do Sul, recordista no apito do Gre-Nal, 27 clássicos. Está com 81 anos de idade, mora em Porto Alegre, onde é corretor de imóveis.
Em janeiro de 2012, Carlos Sérgio Rosa Martins ao lado de Milton Neves, no Mercado Municipal de Porto Alegre, em foto do Marcos Júnior, publicada pelo Milton no portal Terceiro Tempo,
Em dezembro de 2012 postei aqui no blog esta foto, que valeu Prêmio Esso ao autor, José Santos (O Globo), do Armando Marques sendo chutado pelo então diretor de futebol do Botafogo, o ex-lateral Nilton Santos, depois de um jogo contra o Atlético no Maraca

HISTÓRIA DO FUTEBOL I

Por: Dr. Julio - 27/04/2020 - 11:45
Hoje é 27 de abril. A cada ano, é importante lembrar do maior roubo da história do futebol. O dia em que um cidadão veio lá da Argentina para estuprar a Portuguesa na semifinal do Paulistão de 98, inventando um pênalti bizarro para o Corinthians aos 48min do segundo tempo. No “Sincerão”, eu chamei de “maior roubo da história” e, claro, isso virou polêmica. Os corintianos ficaram bravos, torcedores de tantos times lembraram outros assaltos. Gente, nunca haverá acordo em relação a isso e, nestas horas, a paixão vai ser falar muito, muito, muito mais alto do que a razão. Talvez não estivesse no Morumbi determinado a classificar o Corinthians. Mas estava em campo determinado a aparecer. Como sempre. E acabou operando a Portuguesa, no que se tornou, sim, a arbitragem que gerou maior comoção na história do futebol brasileiro. Porque foi contra um clube que tinha zero rejeição, muito pelo contrário, em benefício de outro que tem, por ser tão popular, uma enorme rejeição. As pessoas “neutras”, nem torcedores do Corinthians nem da Portuguesa, ficaram verdadeiramente indignadas. É claro que já teve muito roubo no futebol. Roubo no sentido metafórico e roubo de verdade mesmo. Mas todos tiveram uma segunda (ou terceira ou quarta ou quinta) chance. O Galo, que lembra daquele jogo contra o Flamengo, seria campeão da Libertadores mais tarde. Itália e Espanha, roubados contra a Coreia em 2002, seriam campeãs das duas Copas seguintes. O próprio Corinthians, prejudicado por Amarilla contra o Boca, vai longe na Libertadores novamente. O Inter, prejudicado em 2005, ganharia duas Libertadores depois daquilo. O Santos, roubado em 95, seria campeão brasileiro duas vezes depois. A Alemanha, prejudicada em 66, ganhou três Copas depois daquilo. Só usando um punhado de exemplos. Enfim, clubes grandes vão sempre continuar jogando por títulos. Vão perder roubado aqui, ganhar roubado ali. Vão chorar um dia, sorrir no outro. A Portuguesa, não. O roubo de Castrilli não foi o roubo de um jogo, de uma final. Foi o roubo para sempre. Um roubo sem chance de recuperação, pois era último o lance da partida. E sem chance de redenção do lesado. Foi um roubo definitivo, absoluto. Foi o roubo que selou o destino do clube. Ele tirou da Lusa e dos lusitanos uma chance que eles nunca mais teriam, nunca mais tiveram e nunca mais terão.
Nunca um árbitro prejudicou tanto um time. Na história.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

EX- DIRIGENTE DO CRUZEIRO ACREDITAVA EM BRUXARIAS

Por: Dr. Julio - 24/04/2020 - 14:04
Colegas mais velhos da imprensa, ex-jogadores e ex-dirigentes  contam que o maior presidente do Cruzeiro, Felício Brandi, além de conhecedor de futebol, acreditava em bruxarias e não raramente contratava “pais de santo” para ajudar o time a vencer. Mas, com os jogadores que tinha (Raul, Piazza, Zé Carlos, Natal, Tostão, Dirceu Lopes, Nelinho, Joãozinho, Palhinha, para citar “apenas” alguns), até eu seria um exímio “pai de santo”.
Porém, quando se tem um grupo comum de jogadores, e se recorre ao sobrenatural, danou. Está na mídia nacional mais uma dessas que a maioria das pessoas imaginava que pertencesse só às histórias do folclore do futebol brasileiro: dirigente de clube recorrendo a “pai de santo” para conseguir resultado. Se fosse sobre uma possível armação com arbitragens, até daria para pensar na possibilidade, mas “pai de santo”!!!
Pois é! Um desses “babalorixás” pôs a boca no mundo reclamando que o Zezé Perrella lhe pagaria R$ 10 mil para segurar o Cruzeiro na Série A, mas que só pagou seis e que ficou faltando a parcela final. Só faltou dizer que não segurou o time porque o dinheiro restante não chegou a tempo.
Pior é que deve ter muito torcedor por aí, de todos os times, acreditando que se tivesse sido feito o pagamento integral a queda não ocorria.
Notícia do Uol:
* “Cruzeiro contratou pai de santo para evitar queda, mas não pagou R$ 4 mil “
O Cruzeiro contratou Reginaldo Muller Pádua, um babalorixá (conhecido popularmente como pai de santo), com endereços em Guarapari (ES) e Itabira (MG), para ajudar na luta contra o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2019. Pelos serviços, foram cobrados R$ 10 mil, mas o clube pagou apenas R$ 6 mil ao homem de 58 anos em três parcelas, entre 16 de outubro e 28 de novembro. O restante da quantia (R$ 4 mil) ainda não foi pago ao responsável pelo trabalho.
O UOL Esporte teve acesso aos documentos que comprovam o pagamento do montante a Pádua. A primeira transferência, no valor de R$ 2,5 mil, ocorreu às 15h36 (de Brasília) do dia 16 de outubro de 2019, por meio de contas da Caixa Econômica Federal. O processo foi repetido às 14h26 de 13 de novembro, mas a transferência bancária foi de R$ 3 mil. O clube ainda pagou outros R$ 500 em 28 de novembro, em operação realizada às 11h56.
Os pagamentos ao pai de santo foram autorizados por Benecy Queiroz, chefe do departamento técnico do clube. O documento obtido pelo UOL Esporte é datado em 16 de outubro de 2019, assinado pelo dirigente e endereçado a uma integrante do departamento financeiro.
“Conforme nossos entendimentos e considerando os serviços prestados pelo Sr. REGINALDO MULLER PÁDUA ao Cruzeiro Esporte Clube em Brasília, solicitamos a fineza, de que seja pago ao mesmo, a importância de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais).”
O dirigente confirma o fato ao UOL Esporte: “É um serviço religioso realmente que foi prestado na época do Zezé Perrella, entendeu? Foi o Zezé quem solicitou”. Benecy, no entanto, não sabe dizer se houve o pagamento integral da dívida com o babalorixá. “Foi mandado para pagar. Isso [se foi pago], eu não sei. Foi para o financeiro. Tem que ver com o financeiro, se pagou. Eu realmente não sei se pagou ou não”. Também procurado pela reportagem, Reginaldo Muller Pádua falou sobre o tema: “Ficou entre eu e ele [Zezé Perrella], como isso chegou até você, não sei. Realmente, eles não mandaram para mim os R$ 4 mil, mandaram só R$ 6 mil. Quem vai poder falar direitinho é o [Zezé] Perrella”.
“O senhor Wagner [Pires de Sá, então presidente da Raposa] não tem nada a ver com isso, ele nunca conversou comigo. Ele estava até afastado por causa de saúde parece, não sei o que era. Nunca consegui falar com ele, ele nunca falou comigo. As únicas pessoas que conversei foram Valdir Barbosa e o Zezé [Perrella]. Eu até tentei ligar para ele em dois números que tenho e não consegui”, concluiu.
Zezé Perrella, por sua vez, nega que tenha envolvimento com o assunto. Procurado, o ex-presidente do clube diz por meio de mensagem telefônica: “Desconheço”. Ele ainda pede para que seja procurado o então mandatário cruzeirense, Wagner Pires de Sá.
Abordado pela reportagem, Pires de Sá alega que o clube nem sequer pagou o valor durante a sua gestão: “Não sei se alguém foi lá e contratou. O Cruzeiro não, o clube não. Tem gente que aprova, o Perrella, inclusive, gosta muito. O Cruzeiro não contratou. Não tem nada contratado. É o que chamam de fake news”, comentou.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

O FUTEBOL EM DISCUSSÃO

Por: Dr. Julio - 15-04-2020- 15:24
* “O problema é que toda teoria econômica se baseia em mecanismos básicos de transparência e equilíbrio que não existem no futebol. Eu recentemente assisti duas séries de TV sobre o futebol que mostram coisas interessantes. Na séria da Amazon Prime “Tudo ou Nada: Seleção Brasileira“, se acompanha o time durante a Copa América em 2019. Há alguns pontos interessantes sobre os esquemas táticos do time. Mas muito pouco dos reais “bastidores”.
Já a série da Netflix “Sunderland ‘Til I Die” mostra muito mais dos bastidores do que qualquer outra. Na primeira temporada, o Sunderland havia acabado de cair da “Premier League” para a “Championship”, que seria a “Série B” na Inglaterra. Pois bem: a diretoria e comissão técnica dão uma “cruzeirada” e o time… cai para a Série C. Vem a segunda temporada, e o time tem tudo para ao menos voltar para a Série B. Mas o melhor jogador do time, o jovem Josh Maja tem o contrato terminando em breve. O time precisando dele, e o que se mostra na série é que o agente o leva para a França, pois se assim o fizer, ganha uma excelente comissão. Mas o inexplicável é o seguinte: no último dia da janela de transferência, o time vai e gasta mais do que o dobro do que recebeu para vender antecipadamente seu melhor jogador de 21 anos em um substituto medíocre. Vão para o “playoff” para a terceira vaga de subida da “Série C” inglesa, e perdem no último jogo. Prejuizo: umas dez vezes o que teria gasto mantendo seu melhor jovem jogador. Fica a impressão de que alguém ganha algo para fazer decisões que literamente vão contra o mínimo de racionalidade.