DR Julio

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

MORADOR DA CIDADE DE TOMBOS, BUSCA 2017 MAIS ESPAÇO NA EQUIPE

Por: Dr. Julio - 16 de Dezembro de 2016 - 13:40
O início de um novo ano se aproxima e com ele um novo ciclo para Danilo, popular Danilinho e que foi o maior amigo de Bernardo no Atlético Mineiro, nas categorias de base. O atacante do Tombense realiza pré-temporada com o clube de Tombos e já sabe que votos fazer para o réveillon: mais oportunidades no Gavião Carcará.
Após ter bom primeiro semestre no Nacional de Muriaé, onde foi vice-artilheiro do Módulo II do Mineiro, com 9 gols em 15 jogos, o atacante retornou ao Tombense para a Série C, mas teve poucas chances com Moacir Júnior no Campeonato Brasileiro.
Danilo Tombense atacante (Foto: Silvério Machado)Danilo teve poucas oportunidades na Série C em 2016 (Foto: Dr. Julio)


Em entrevista ao Dr. Júlio, o jogador que é natural da cidade, desabafou – Acredito que esse ano não tive muitas oportunidades no Tombense. Fui bem no Nacional, fui vice-artilheiro do campeonato. No Tombense não tive várias oportunidades, mas vim trabalhando forte, é assim que se busca espaço. O grupo era muito forte, o Moacir trouxe jogadores experientes e fizemos uma boa Série C. Agora é ano novo, o Raul gosta de jogadores jovens, então vou procurar fazer uma pré-temporada forte e buscar meu espaço na equipe. Se ele precisar de mim, estarei à disposição para ajudar. Espero fazer um bom Campeonato Mineiro, com a base da Série C – disse, lembrando a espinha dorsal mantida pelo clube de Tombos para 2017.
O Tombense estreia no Campeonato Mineiro em 29 de janeiro, contra o Tupi-MG, em Juiz de Fora. Antes, o time tem amistoso marcado contra o Campos, na próxima quinta-feira, em Tombos. Em janeiro, o Carcará tem mais dois jogos agendados com o Nacional de Muriaé, dia 18, às 20h, no Soares de Azevedo, e dia 21, às 16h, no Almeidão.
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RIO 2016

Por: Dr. Julio - 16-Dezembro -2016 - 13:30
PAEZ
 Eduardo Paes e o ex-governador carioca Sérgio Cabral.
***
Os gastos desnecessários com a Copa do Mundo elitizaram o público do futebol nos estádios e irrigaram os bolsos de corruptos de Norte a Sul, Leste a Oeste do país e a verdade está aparecendo nas investigações do Ministério Público e Polícia Federal nestes dois anos pós-evento. A Olimpíada do Rio foi vendida como organização “perfeita”, com contenção de gastos, obras sustentáveis, modelo de gestão e etecetera e tal. Nem parecia “coisa de Brasil”. Agora, quatro meses depois, o governador que tanto trabalhou para a cidade se tornar sede dos Jogos, está na cadeia, e o prefeito condenado a devolver dinheiro aos cofres públicos, logo no início das investigações. Eles juravam que o “legado” esportivo para a população do Rio e do país compensaria os altos investimentos e todo mundo engoliu.
Um dos mantras mais repetidos por Eduardo Paes era o de que a Rio-2016 não deixaria “elefantes brancos” para a cidade. Menos de três meses após o fim do evento, tal promessa já se mostra furada.
Alguns equipamentos eram claramente insustentáveis desde a concepção. Caso do campo de golfe, construído por US$ 19 milhões em uma área de reserva natural. O local é público, mas, como ninguém pratica o esporte no Brasil, é inútil. Sua manutenção gira em torno de US$ 82 mil mensais.
Mesmo instalações para as quais havia algum simulacro de planejamento já começam a tomar a forma de paquidermes de concreto e metal. É o caso do Parque Olímpico da Barra. Ali, segundo Paes, a “criatividade” seria garantia de aproveitamento: parte dos estádios seria administrada por meio de uma parceria público-privada e outra parte seria desmontada e “transformada em escolas e ginásios em áreas mais pobres”.
Não é o que está se desenhando. A licitação para escolher a empresa que cuidará do local deveria ter acontecido em agosto, mas foi sucessivamente adiada. Uma única empreiteira se interessou, mas não cumpriu as regras do edital. Com isso, a prefeitura teve de contratar emergencialmente (ou seja, sem licitação) um gestor para o espaço por até três meses, ao custo de R$ 4 milhões.
Ainda que ocorra até o fim do ano, a licitação já tem oposição declarada do próximo prefeito, Marcelo Crivella, que se espantou com a conta que herdará: R$ 166,5 milhões a serem pagos pelo município por obras de adaptação ao longo de três anos. A partir deste prazo, a prefeitura arca com parte das despesas de duas das arenas, gastando até R$ 382,7 milhões.
Não dá para dizer que esse cenário é surpreendente. Mas os elefantes olímpicos cariocas cresceram muito mais rapidamente do que se podia supor.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

COMEÇA A PRÉ-TEMPORADA DO CARCARÁ

Por: Dr. Julio - 15 de Dezembro de 2016 - 13:40
Com o grupo fechado, o Campos começa a ajustar os detalhes para a inédita participação no Campeonato Carioca de 2017, que acontece no dia 11 de janeiro diante do Bonsucesso. O clube começou a marcar jogos amistosos pensando na competição, e o primeiro confirmado será contra o Tombense no próximo dia 22 de dezembro contra o Tombense, em Tombos, interior de Minas Gerais. A informação foi confirmada pelo presidente do Roxinho, Victor Mothé.
Tombense Botafogo-SP Tombos Série C (Foto: Bruno Ribeiro)Amistoso contra o Tombense será no estádio Almeidão, em Tombos 









Além do time mineiro, o Campos tem chances de fazer um amistoso no próximo sábado diante do Cardoso Moreira, no próprio município de Cardoso. O presidente do Roxinho afirmou que a partida ainda não foi confirmada, mas que deve acontecer nos próximos dias como parte da preparação do clube para o estadual do ano que vem. 
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

MESTRE CUCA

Por: Dr. Julio - 14 de Dezembro de 2016 - 14:04
CUCA
Campeão brasileiro, Cuca não é mais técnico do Palmeiras, time que deixou para cuidar da família e viajar à Europa para aprender mais sobre treinamentos. No entanto, ele pode não ser nem mais treinador.
Em entrevista ao Dr. Júlio, ele diz que está cansado e que, caso não sinta falta do futebol, não voltará a dar instruções à beira do gramado. Além disso, Cuca também comenta com detalhes a campanha do título, o que fará no futuro e o impacto que sofreu com a tragédia da Chapecoense.
A ideia é voltar quando ao futebol?
Não sei. Quero ver o quanto que vou sentir de falta. Também é bom para ver se a gente faz falta para o futebol. Se a gente não sentir falta, pode ser que nem volte mais. Estou cansado. Mentalmente. Comecei em 1998 no Uberlândia e não parei mais. Não é fácil lidar com tantas pessoas. Não é fácil chegar na cara de um jogador e falar: ‘olha, não vou contar com você’. Eu fiz isso no Atlético-MG com 19 pessoas. É a pior coisa que tem no futebol. O jogador pergunta o porquê, fala que é mais do time do que você. Quem comanda tem que agir assim, infelizmente.

O que mais vai fazer no período sabático?
Ficar em casa, cuidar dos bichos. Em Curitiba, tenho veado, lhama, papagaio, pavão, arara, cavalo, porco etc... Tudo registrado no Ibama. Ando muito a cavalo. Adoro contato com os bichos. Quando os papagaios nascem, eles demoram muito para aprender. Depois, quando você menos espera, eles começam a cantar. É tão gostoso.
Vou pescar também, no mar. Eu e meus irmãos entramos no barquinho e vamos. Mais que peixe, você pega raiva lá. Tá difícil de pegar peixe. Pescamos anchova, dourado. Também pegamos porquinho, peixe de couro, bom de briga e bom de comer. Nós que limpamos, mesmo. Comer peixe fresco é outra coisa. Que coisa boa.

Em algum momento achou que não ia dar certo?
Não. No começo, quando ganhamos do Atlético-PR, depois perdemos da Ponte Preta, ganhamos do Fluminense e perdemos do São Paulo, eu sabia que era um time ainda tentando encaixar. Aí deu uma encaixada. Demos uma caída quando perdemos o Prass e o Gabriel Jesus. Aí perdemos para o Atlético-MG, para o Botafogo e empatamos com a Chapecoense. Aí eu disse ‘opa, precisamos voltar a ganhar’. Não estávamos mais praticando aquele futebol bonito e vistoso. Mas a gente praticou um futebol mais seguro. Ali passamos a ser a defesa mais sólida, que não tomava gol. Tanto que no segundo turno só perdemos para o Santos. Acho que ali passamos a ser o time que podia até não jogar bonito algumas vezes, mas queria ser campeão. E essa era a nossa maior beleza.

Qual foi o jogo mais marcante da campanha para você?
Eu fiz todos os cálculos naquele quadro, defini quais jogos a gente precisava ganhar e quais eram as partidas de descarte, que a gente talvez não pontuasse. Eu sabia que com 74 pontos seríamos campeões. Hoje, com 74, teria dado certo. Trabalhamos em cima desse número. Fizemos ‘banners’ para motivar os jogadores: faltam nove vitórias. Isso é comprometimento que você cria.

O jogo mais marcante para mim foi contra o Corinthians no Itaquerão. A gente tinha jogado com o Flamengo na quarta-feira, empatamos e ficamos um ponto na frente. No sábado, se a gente perde ou empata o Flamengo jogava com o Figueirense no Pacaembu. Se ganhassem, eles passavam. E o Flamengo embalado é muito difícil de retomar a liderança dele. E o nosso time é jovem, não é cascudo. Falamos que não podíamos deixar o Flamengo passar.
Sem Vitor Hugo e sem Gabriel Jesus, fizemos um jogo taticamente perfeito. E vencemos. E depois do jogo, ajoelhamos em Itaquera e agradecemos a Deus, porque aqueles 20, 25 que estavam lá enfrentaram 40 mil corintianos fortes, gritando o jogo inteiro, confusão com a polícia. Controlamos maravilhosamente o jogo e ali eu senti que estávamos prontos para sermos campeões.
E o lance mais marcante?
O gol que o Zé Roberto tirou de barriga contra o Cruzeiro, em Araraquara. Seria um gol que faria a gente perder pontos e a confiança do torcedor. E tomaríamos um gol de um jogador nosso, o Robinho.

Você é palmeirense de infância e jogou aqui em 1992. Como é ser campeão pelo clube ?
Na verdade, eu trabalhei esse ano só porque era o Palmeiras. Tinha meus problemas para resolver e deixei tudo para trás. Eu não podia fracassar aqui. Em 1992, eu joguei naquele Parque Antárctica [aponta para quadro com foto antiga do estádio em sua sala], fiz o sinal da faixa, mas não conseguimos ser campeões. Eu vim para ser campeão. Eu não ganharia o Paulista, porque cheguei no final do campeonato, e não ganharia a Libertadores, porque só tinha uma chance mínima. Eu teria a regularidade no Brasileiro. Por isso eu prometi que seríamos campeões, confiando no trabalho e nos jogadores. Hoje é muito fácil falar, mas foi muito difícil. Chega o final do ano e estou acabado. 

Em um ano que deu tudo tão certo, como ter firmeza em decidir parar?
Eu tinha um projeto, uma prioridade de vida, que mesmo que não tivesse vencido eu seguiria. Em nenhum momento pensei em voltar atrás na minha palavra. Era minha promessa para a minha família.

Qual é a melhor coisa de trabalhar no Palmeiras?
O melhor é ganhar no Palmeiras. A gente não tem ideia do que significa ganhar esse Brasileiro aqui. Eu falo para os jogadores que eles não estão tirando um peso de 22 anos do clube, mas estão pondo uma fotografia para a posteridade. Quando você entra no vestiário, tem imagens dos campeões. Quando você morrer, seus filhos, netos e bisnetos verão o seu nome no vestiário do Palmeiras. Essa é a maior conquista: colocar nossa marca na Sociedade Esportiva Palmeiras. Não basta ser campeão: trata-se de deixar o nome na história.

E a mais mais difícil?
A ansiedade que pairava e passava da arquibancada para o campo. Existe uma vontade da torcida de ser campeã antes do tempo, e isso não vai acontecer, tem que esperar. Às vezes não se conseguia tocar a bola com tranquilidade, e os jogadores se queixavam comigo: ‘ah, professor, a torcida não tem paciência’. E é um time jovem, e isso me preocupava. Eu tinha muito medo de perder um jogo em casa e a torcida e o time perderem a confiança. Porque aí tudo acontece junto e o time entra em crise. E tivemos jogos cruciais e muito perigosos. Contra o Sport; contra o Internacional, chovendo e parecendo Gauchão; contra o Botafogo, com sol que parecia do Rio.

Você vai para Espanha, Itália e talvez Inglaterra para ver treinos. O que espera encontrar lá?
Cada um tem uma maneira de pensar, e eu quero ver esses treinos, observar na prática. Eu quero ver coisas novas. Novos conceitos enriquecem seu saber. Quero saber como estão sendo feitos os trabalhos anaeróbicos, em que quantidade estão sendo feitos. A gente tem que estar em evolução. Infelizmente, a evolução acontece da Europa para cá. Mourinho, Guardiola, Conte. Quero ver tudo isso com minha esposa e filhas. Na Itália, vou acompanhar o Mauricio Sarri, técnico do Napoli de quem pouca gente fala, mas que eu já acompanho desde os tempos do Empoli, que tem feito muitas coisas boas.

O Sarri joga em um sistema mais parecido com o seu, certo?
Hoje o Sarri joga no 4-3-3, com velocidade pelas pontas, às vezes com um centroavante fixo, que eu não gosto muito. Eu gosto de alguém que flutue mais, que saia da função do 9, tire o zagueiro da zona de conforto.

O sistema da moda é o 4-1-4-1, que não o seu.
Eu não tenho número específico. Eu vario muito. O jogador tem que recompor logo, passar a linha da bola, estar agrupado para defender e atacar. Se você consegue roubar a bola lá na frente e manter a posse lá é melhor. Os números inexistem, não gosto de limitar o jogador a isso. Eu quero que dê uma varzeada, uma peladeada às vezes. Se o adversário estiver ter marcando, ele não vai entender, vai entrar em parafuso.

Tchê Tchê e Gabriel Jesus peladeiam bem.
Se largar o Tchê Tchê ele vai para a ponta direita, para a esquerda, na lateral. Você vai criando alternativas assim. O Gabriel Jesus também, que há pouco tempo estava na várzea, se mexe de um lado para o outro, cria opções. Senão fica muito difícil jogar com a marcação encaixada.

Para o ano que vem, o Palmeiras só tem centroavante que joga mais fixo: Alecsandro, Barrios, Leandro Pereira. Se quiserem manter seu esquema, terão que achar um substituto para o Jesus.
Vai ter que achar. Mas não sei, agora entra o Eduardo [Baptista] e ele vai montar o time do jeito dele. Vou ficar de longe, só torcendo.

Além dos treinos, você também vai tentar ver o papa, sim?
Vou, é um sonho meu poder dar um beijo no papa. O padre estava aqui ontem, vai me ajudar. Vou levar uma camisa do Palmeiras para ele. Quem é que consegue ver o papa, gente?

E o que você acha do papa Francisco?
Acho ele maravilhoso. A gente nem pensa que ele é argentino. Quem dera todos argentinos fossem assim. Mas não tem como. Ele vale por todos os argentinos, então.

Então toda botinada que se toma na Libertadores agora tem que pensar no papa.
Mas é difícil jogar com argentino aqui no Brasil. Lá eles propõem o jogo. É engano você pensar: nossa, vai ser difícil ganhar deles lá. Não. Aqui é que é fogo. Eles não se interessam em sair. A gente tem que aprender isso. O jogo da Argentina tem que ganhar lá.

Uma das atuações mais feias do Palmeiras recentemente foi contra o Rosario, da Argentina, sob o comando do Marcelo Oliveira, quando ganhou, mas não quis propor jogo.
Pois é, eu lembro desse jogo. Mas a gente poderia ter ganhado deles lá depois. Se a gente não perde o Gabriel Jesus, a gente ganhava. Estava 2 a 1 para a gente, passaríamos de fase. Mas é como eu digo sempre: ‘tudo o que Deus faz é bom’. O Brasileiro estava guardado para a gente. 

Se o Palmeiras estiver sem técnico e te chamar, você volta?
Não, tem que dar um tempo. Como que eu posso falar que volto no ano que vem? Como que entra o treinador que vai me substituir? Não vou colocar pressão, em 2017 não volto. No futuro, a gente volta.

Que dica você dá para o Eduardo Baptista, que deve ser o novo treinador?
Se ele precisar, ajudo em tudo o que for possível. Ele pode me ligar e pedir tudo o que quiser.

Você está usando o boné do Alberto Valentim, assistente técnico que não permaneceu. Foi uma perda do Palmeiras? Deveriam tê-lo colocado como técnico?
O Alberto foi uma gratíssima surpresa para mim. Não esperava tanto dele quanto eu vi aqui. Os trabalhos dele são todos de nível europeu, campo reduzido, agrupar o time de um lado para outro. Trabalhos revolucionários, que eu não conhecia. É um estudioso com ambição de ser treinador. No Red Bull, ele vai mostrar o poder dele no dia a dia de jogo. Torço e rezo para que seja tão bom quanto foi comigo. Ele me ajudou muito no Palmeiras e tenho certeza que vai ser um dos grandes nomes do nosso futuro.
O Valentim tinha que continuar no Palmeiras, como auxiliar ou qualquer outra função. É uma perda, infelizmente. Quem sabe um dia ele volte também.

O que projeta para o Palmeiras em 2017?
Torço para que o Mauricio [Galliote, que assumirá como presidente do Palmeiras em 15 de dezembro] faça um bom trabalho. Pensa num cara humilde, gente boa, ponta firme. Bate pelada junto com a gente, joga legalzinho. Mas vai ter uma comparação absurda com o Paulo Nobre, de quem ele vai precisar. O Paulo é gente boa também, sabe disso, e vai colaborar.

Há três jogadores prestes a serem anunciados: Keno, Raphael Veiga e Hyoran. O que pode falar deles?
São jovens promissores. O Keno (27 anos) não é mais tão jovem, mas fez grande campeonato. O Palmeiras sabe que tem uma competição grande pela frente.

Você que pediu?
O Alexandre [Mattos] me perguntou e falei que gostava.

Você gosta de montar elencos. Foi assim no São Paulo e no Atlético-MG. Tem participado da montagem do Palmeiras para 2017?
O Alexandre sabe, agora é com ele. Seria antiético se eu falasse. Agora eu não participo mais, quem deve estar conversando com o Alexandre é o Eduardo [Baptista].

Esse time foi montado a oito mãos: Paulo Nobre, Alexandre Mattos, Marcelo Oliveira e você. Isso dificultou?
Eu trouxe três. O Cuquinha indicou Róger Guedes e Mina. Ele tem um olho clínico. Eu fui buscar o Tchê Tchê, liguei para ele. ‘Vem para cá, me ajuda’. Liguei para o Vampeta, que me ajudou muito. Palmeiras tem que agradecer a ele. Tchê Tchê estava enroscado, Vampeta foi fundamental, liberou o jogador. Trouxe também Fabiano e Fabrício na troca com o Cruzeiro.

O Fabrício pouco jogou.
Mas ajudou muito. Você não tem noção, porque julga pelo que ele joga, não tem outro jeito, e está certo. Mas nos bastidores, ele ajudou demais. É um cara profissional, não bebe, leva toda a alegria para o vestiário, e quando vê problema interno vai resolver por você.

O elenco está inchado?
É muito difícil para o treinador quando ele chega em um processo montado e tenta colocar a imagem dele. Não tem como exigir de um jogador o que você quer. Você só pode exigir o que ele pode dar. Eu demoro um tempo para poder entender o que está feito, e assim vem as derrotas do começo, e não tem outro jeito. Depois vou conseguindo moldar.
Eu não gosto de trabalhar com um número tão grande de jogadores. Gosto de promover valores novos, o que fica mais difícil, e também tive que deixar de fora muitos jogadores bons. Jogadores da base como o Artur, o Augusto e o Vitinho, que ganhou quatro quilos de massa magra, podiam ter jogado mais vezes. Em um elenco como esse, jogadores conceituados como Arouca, Barrios, Leandro Pereira, Roger Carvalho tiveram pouquíssimas chances. Não é porque você não quer por.

Esse excesso de jogadores gerou discussões no vestiário?
Não. Houve uma discussão minha com o Rafael Marques por uma cobrança excessiva minha no jogo contra o Coritiba. Eu queria que prendesse uma bola no ataque porque eu tinha uma lembrança viva do gol da Ponte Preta que tomamos porque não prendemos a bola. Do mesmo jeitinho. Aí cobrei um pouco a mais dentro do vestiário e houve uma discussão. Mas nada anormal. Rafael é meu amigo, só tenho coisas boas para falar dele

E com o Paulo Nobre?
Falaram que tive quatro brigas com ele. Não tive nenhuma. A maior dificuldade que se tem no Palmeiras são as fofocas. Sai muita coisa daqui que não é verdade. E olha que diminuiu muito. Levo o Paulo como um amigo. O Palmeiras é um antes dele e outro depois.

Quem é o melhor jogador no país hoje?
Era o Gabriel Jesus. Une a força, a velocidade, a polivalência e sabe fazer gols. Como finalizador, faz gols. Como velocista, é armador. Em uma jogada sozinho ele cria uma solução. Como tem feito na seleção.

E quem você queria ter de outro time?
Gosto muito do Diego, do Flamengo. Gostoso de ver um jogador que veio da Europa e se adaptou bem. Tinha dúvidas. O Alexandre até tentou, mas havia impossibilidades. Robinho, na China, não estava jogando. Não era titular com o Felipão. Voltou muito bem e é tão difícil jogar contra ele. Ele eu não pedi.

Você destacou que o Palmeiras ganhou o campeonato na garra, na raça.
O que é raça? É uma vontade enorme de disputar uma jogada. Na maioria das vezes o torcedor fica mais satisfeito com isso do que uma caneta, um chapeuzinho. Tínhamos raça e qualidade. Palmeiras sempre teve jogador de técnica, de qualidade. Hoje, temos o Dudu, o Cleiton Xavier. O Moisés não é craque, mas quem não quer?

A tragédia com a Chapecoense aconteceu dois após o jogo com vocês. Como foi?
Eu estava em casa vindo do jantar de comemoração do título, cheguei à uma da manhã em casa, e pouco depois fiquei sabendo do acidente. Fiquei o dia inteiro trancado no quarto, vendo televisão e a maior parte do tempo chorando. É um baque muito grande

Me lembro do Alan Ruschel me pedindo água no jogo, estava muito calor. Me lembro de entrar no campo depois do jogo e abraçar o Sérgio Manoel, o Kempes, o Gimenez. E pouco tempo depois esse pessoal estava morto. Você não consegue entender as coisas, não consegue associar o pensamento com o sentimento. É a pior coisa do mundo. Peguei na barba do Caio Júnior e puxei, brinquei.
Futebol vai melhorar. O ser humano se solidariza na dor. Como é bom a gente ver o povo colombiano fazendo aquilo. O Cavani, a Inglaterra toda se solidarizando. Como é bom ver as torcidas se unindo, gritando pela Chape. Que a dor sirva de lição para todos nós, e que não haja mais violência como no último Palmeiras e Corinthians, que mataram um corintiano.
Nesse período sabático, a superstição vai te abandonar?
Eu pus uma calça vinho e segui com ela. A imprensa falou ‘olha lá o Cuca com a calça da sorte’. Quando que eu disse isso? Todo mundo que é supersticioso. A calça é gostosa, é bonita, elástica, tem o cós alto, pode abaixar que não aparece o cofrinho. É tudo de bom! Tem bolso para colocar o meu santinho.

Mas a história do coração de boi pendurado no vestiário do Botafogo é verdade.
Isso foi em um jogo contra o Sport pelo Botafogo. Mas não é superstição, é motivação. Precisava mexer com o time. Estavam lá os guris, Lucio Flávio, Jorge Henrique, Diguinho, e o time estava frio. Amarrei o coração de boi com uma atadura. No começo eles estranharam, mas depois todo mundo passava, dava soquinho, ‘tá, tá’. O problema foi que esquecemos de tirar depois que acabou o jogo e todo mundo ficou falando que eu fazia magia negra. Ficaram procurando as velas.

O que mais você faz nesse sentido?
Gosto de dar uma mexida na água. Uma vez eu perdi do Boavista e a gente foi eliminado. E o presidente do Botafogo [Bebeto de Freitas] me disse que o dinheiro perdido nas arrecadações futuras serviria para pagar os funcionários. Aquilo entrou como uma faca no coração. E veja como Deus é bom: dois meses depois estávamos em um jogo decisivo contra o Vasco. E então eu cobrei a promessa do Bebeto. Levei todos os funcionários para o vestiário do Maracanã e falei para os jogadores que eles tinham que ganhar o jogo por eles. Não tinha como perder. No dia seguinte, o Bebeto pagou. Gosto de mexer assim.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

TOMBENSE DÁ INÍCIO ÀS BATERIAS DE EXAMES MÉDICOS DO NOVO ELENCO PARA 2017

Por: Dr. Julio - 09 de Dezembro de 2016 - 19:32

Elenco

Goleiros

  • Paulo Victor
    Paulo Victor Scapellini Secco
  • _DSC0002
    Victor Bernardes Andrade e Souza
  • darley
    Darley Ramon Torres





Zagueiros

  • Matheus Lopes
    Matheus Henrique do Carmo Lopes
  • wellington
    Wellington Carvalho dos Santos
  • Gustavo
    Gustavo Santos Rodrigues da Silva





Laterais

  • _DSC9146
    Gedeilson Vander Alves de Oliveira
  • krobel
    Andre Diego Krobel




Volantes

  • Lucas Alberto Pereira da Silva ( VOLANTE )
    Lucas Alberto Pereira da Silva
  • gelson
    Gelson Luiz Pinto Mello
  • _DSC0004
    Rafael Coutinho Barcellos dos Santos





Meio Campo

  • leo lisboa
    Leonardo Santos Lisboa
  • carlos henrique
    Carlos Henrique Souza Oliveira
  • _DSC9177
    Danilo Cortat Proba Prado





Atacante

  • img_4534
    Tauã Ferreira dos Santos
  • Daniel Amorim
    Daniel Amorim Dias da Silva
  • Daniel dos santos r do Nascimento
    Daniel dos Santos R. do Nascimento
  • Leandro aguiar
    Leandro Ferreira Aguiar
  • Alex Gonçalves dos Santos
    Alex dos Santos Gonçalves






Os atletas realizaram os exames cardiológicos - teste ergométrico, eletrocardiograma e ecocardiograma. Todos os atletas foram avaliados. 
- Esses exames são para avaliar a capacidade cardiorrespiratória dos jogadores. A gente sabe que, diferentemente do futebol praticado há algumas décadas, a parte física é muito mais importante que a técnica. Antes, os jogadores não corriam tanto, em compensação eram mais técnicos, tinham mais tempo de pensar em campo para jogar. Hoje é o inverso. O jogo ficou mais dinâmico, com 90 minutos de muita intensidade, e a parte física ganhou muita importância - disse  o cardiologista do Gavião Carcará, que coordenou os exames do elenco do Tombense e que ainda explicou a importância do procedimento.
- Na parte da ecocardiografia, a gente verifica se todas as funções do coração estão normais, com imagens estáticas e em movimento do músculo e das valvas cardíacas. Já na ergometria vemos se a parte cardiopulmonar corresponde ao exercício a que o atleta será submetido - frisou o médico.

FMF divulga tabela de jogos do Campeonato Mineiro de 2017

Campeonato começa no dia 29 de janeiro e termina em 7 de maio; clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG será na penúltima rodada, no primeiro fim de semana de abril


Confira a 1ª rodada:

Democrata-GV x América-MG
Tupi x Tombense
Atlético-MG x América-TO
URT x Caldense
Villa NOva-MG x Cruzeiro
Tricordiano x Uberlândia

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